Comércio
Em muitas cidades do Paraná, inclusive a Capital, foram abolidas as feiras de varejo. Quando vendem malhas são saldos, porcaria de estoque que não vendem em suas cidades. Quando é sapato ou tênis que traz o nome de Franca, é mentira. A Associação Comercial de Franca nos informou, que de Franca só usam o nome. Quando tem feiras de ‘‘flores de Holambra’’, as nossas floriculturas jogam seus estoques fora pois as mesmas murcham e envelhecem. Quando é feira de móveis, acontece de venderem e não entregarem.
É incompreensível ceder alvará para as feiras, mesmo porque em suas cidades cada um tem seu local de venda. Porque permitir feiras em Londrina se não registram empregados, não sabemos se recolhem tributos, não existe a segurança necessária, e muitas destas feiras vendem produtos sem qualidade. Não sei onde está a vantagem do poder público em fornecer alvará.
Já que a convenção coletiva é uma lei, acordada entre as partes, porque não constar na convenção a suspensão destas feiras, pois elas trazem tanto prejuízo que causa até fechamento de lojas e dispensa de empregados, aumenta o número de sacoleiros, camelôs. Como a isonomia constitucional não existe, shoppings que nem são shoppings têm horários livres, supermercados que vendem desde roupas íntimas até pneus e funcionam a hora que querem. Porque, desgraçadamente, um pequeno número de lojas centrais têm que respeitar a convenção? Isto é um absurdo!
SINÉZIO SCUDELER, Londrina
Cidadão honorário
Proponho que tomemos o rumo desta estrada. Eu, este simples escritor, colocou de forma ‘pseudo-poética e pejorativa’ a questão do título conferido a Galvão Bueno. 1 – Qual o ganho político dos vereadores que votaram a favor do título? Teriam a presença de Galvão Bueno, ou sua ajuda em campanhas? Ridículo, ele não faria isso, mister do seu trabalho e imagem envolvidas e de sua postura apartidária em se tratando destas situações. 2 – Quanto a conferi-lo (o título) às pessoas que lutaram pela moralização em nossa cidade (elas são merecedoras e me sinto à vontade no afirmá-lo, pois participei de forma ativa com meus textos ‘pseudo-poéticos’). Aliás agora é a hora de ajudarmos os promotores que iniciaram esta luta corajosa, pois vêm sido atacados por este trabalho, e já estou iniciando minha colaboração. 3 – ‘Pseudo-poética’ é um termo pejorativo, bizarro e provinciano; não faço textos para imitar ninguém nem para agradar, sigo apenas esta veia poética ou teimosa, e digamos, há um certo tempo, independentemente do conhecimento que o missivista tenha do meu simples trabalho na grande imprensa e do bem que desejo a esta cidade. 4 – Reafirmo, sou descendente de pioneiros e cidadãos honorários daqui e de outros lugares, e tive participação pequena nestas conquistas. 5 – Não sou, apesar do sobrenome, parente do homenageado, a quem nem conheço. Outra questão correlata, qual o prestígio que eu desejaria então – levando-se em conta as afirmações – receber? Com todas as letras? Nenhum. 6 – Esta discussão mais do que se ateve até agora, deveria ser levada à Câmara, para que se colocasse em forma de lei votada por ela, as modificações necessárias para que pessoas de outros lugares, mas que nos tenham dignificado, recebam este prêmio.
Está aberta a discussão que visa ultrapassar os limites da intolerância e visão provinciana, que deseja sim que mais gente receba esta honra.
LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
Não é só no Aurélio que encontramos definições para ‘provincianismo’. Na historiografia, as províncias são divisões geográficas, normalmente de um país ou domínio, que têm como objetivo facilitar a administração, respeitando as características comuns aos seus habitantes. Londrina é mesmo uma província que, embora jovem, tem uma história de coragem, determinação, pujança, da qual participaram – e participam – homens e mulheres dos mais diferentes lugares, credos e cores. Nasci aqui há 41 anos, filha de paulistas, neta de italianos e portugueses que para o Brasil vieram construir uma vida melhor. Formei-me na USP, casei-me com um paulistano, mas foi para cá que voltei e onde tive e educo meus filhos. Amo Londrina com todo o meu sangue mestiço e meu coração provinciano. E tenho certeza que o meu sentimento é compartilhado pela imensa maioria da população desta ‘província’.
Mas condecoração é outra coisa. Condecoram-se aqueles que muito – ou especialmente – fizeram pela Cidade. Acredito até que o senhor Galvão Bueno possa vir a ser um cidadão condecorável. Aliás, suas chances são incomensuravelmente maiores do que as dos senhores que ultimamente têm passado pela nossa Câmara. Mas há outras pessoas mais ‘provincianas’, merecedoras do título. Se ter orgulho e conhecimento da própria história e coragem para apontar os oportunistas de plantão for sinônimo de provincianismo e intolerância, parabéns, provinciana Cláudia Rossetto! Você escreveu com a fleuma própria de um londrinense!
MÁRCIA GUIMARÃES, Londrina

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