Sistema penitenciário
Em resposta à reportagem ‘‘Sistema não ressocializa detento’’, publicada pela Folha de Londrina no dia 20 de abril, sinto o dever de fazer algumas considerações. Fui procurada para falar sobre o trabalho desenvolvido pelo Patronato Penitenciário na ajuda a ex-detentos e ressocialiazação dos presos. A referida matéria não considera que o Paraná é um dos Estados que mais investe em projetos de ressocialização, com um trabalho que capacita e qualifica os internos para que eles tenham mais condições de encontrar um emprego ao sair do sistema penitenciário. Prova disso é que o Estado foi escolhido pelo Ministério da Justiça como referência nacional em socialização, tendo adotado como modelo as penitenciárias industriais, onde o índice de reincidência no crime não chega a 6%.
Mas não é apenas nas unidades industriais que existem programas de ressocialização. Em todas as unidades penais do Estado os presos têm a chance de concluir o ensino médio e fundamental e de fazer cursos técnicos profissionalizantes. Além disso, 60% dos presos trabalham nos canteiros instalados dentro das unidades penais. Além do salário, recebem assim a remissão da pena – para cada três dias de trabalho a pena é diminuída em um dia. O governo do Paraná mantém ainda parcerias com instituições e empresas para encontrar oportunidades de trabalho para os ex-presidiários. Temos também uma parceira com o Sistema Nacional de Empregos (Sine) para identificação e captação de vagas para egressos.
VERA LÚCIA SILANO DOMINGUES DOS SANTOS, diretora do Patronato Penitenciário do Paraná, Curitiba
Cidadão honorário
Foi muito bom ver que alguém assumiu o provincianismo, e agradeço à pessoa de Cláudia Rosseto – que vestiu com dignidade – esta camisa da intolerância. Do Aurélio: provincianismo - 1. Palavra ou locução própria duma ou mais províncias. 2. Acento ou pronúncia peculiar a uma província. 3. Costume de província. 4. Costumes, modos e/ou mentalidade imbuídos do espírito da província. No caso, o pior do provincianismo é a ... ‘‘mentalidade provinciana’’. Agradeço que tenhas tido a coragem de assumi-la.
LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
Parabéns, Cláudia Roseto, pelo seu posicionamento. Você tem toda razão afirmando entre suas palavras que são muitas as pessoas indignadas com a atitude aduladora e bizarra de alguns de nossos ‘‘representantes’’ políticos, apoiados por outros anônimos da mesma estirpe, em conferir um título de cidadão honorário a alguém que, ao menos por enquanto, nada fez de tão importante, nem ao nosso povo nem à nossa cidade, a ponto de ser merecedor de tal reconhecimento. Porque não maquinaram para conferir o mesmo título, por exemplo, àqueles diretamente responsáveis pela cassação do ex-prefeito, pelo desmantelamento do esquema corrupto que perpetrava na administração pública da cidade, ou a qualquer outro anônimo ou notório da terra ou de fora, mas que de fato mereceria ser considerado Cidadão Honorário em razão de seus nobres feitos contemplando Londrina e sua gente.
Podemos ser ‘‘provincianos’’, como definiu de forma pseudo-poética e pejorativa o escritor Luis Edgard Bueno, mas sabemos muito bem identificar quem legitimamente merece nosso reconhecimento. Quanto a alguns dos nossos representantes na Câmara Municipal, deveriam se preocupar com projetos mais inteligentes e de real proveito à comunidade, em vez de ficarem articulando quem homenagear a título de mera adulação e autopromoção, como sugeriu nossa colega através de sua participação nesta democrática coluna.
RICARDO ALEXANDRE GARCIA, Londrina
Sociedade Rural
Em razão de notícias sobre uma possível desistência de minha candidatura à presidência da Sociedade Rural do Paraná (SRP), em benefício da chapa situacionista, é preciso esclarecer: 1 - Realmente foram feitas tratativas no sentido de fundirmos as duas chapas concorrentes, objetivando com isso a união mais ampla e profunda de toda a classe agropecuária. Temos a mais profunda convicção que, unidos, seremos mais fortes na defesa dos interesses dos produtores rurais, sejam eles dedicados à pecuária ou à agricultura. Nossos objetivos são os mesmos: tranquilidade para poder continuar trabalhando, sem a ameaça de invasões; remuneração justa pela produção; respeito e reconhecimento por parte do poder constituído por tudo aquilo que fizermos e pretendemos fazer. A hora é de união, Por isso, a iniciativa de nossa parte em compor uma chapa única, firme, capaz; 2 - Com autorização de meus companheiros da chapa ‘‘A Força da União’’ encaminhei ao senhor Edson Neme Ruiz uma relação com os nomes daqueles que poderiam nos representar em uma futura fusão. Isso foi feito no dia 8 de abril e até agora não obtivemos nenhuma resposta para o congraçamento de esforços. Portanto, se não houver a fusão, em nome da união, que essa atitude isolacionista não seja creditada a mim ou a meus companheiros. Nós tentamos fazer da Rural uma Rural mais unida... 3 - O sucesso da 42ª Exposição Agropecuária é fruto do trabalho de agora, somado ao esforço de todos os homens que, um dia, presidiram a Rural. Deles, de seus companheiros de diretoria, de todos os sócios, enfim. O sucesso não é um ato ou fato isolado. Há uma história de conquistas, desenvolvimento, crescimento. Tem sequência, tem cadência. E é preciso que se reconheça o quanto foi feito antes.
MOACIR NORBERTO SGARIONI, Londrina

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