Está completamente abandonada a obra do tão falado Museu de Arte do Paraná, que, segundo o governo do Estado, colocaria Curitiba no circuito nacional das artes plásticas. O governo, como sempre, soube colher os frutos do marketing, ao anunciar as obras do museu na revista Veja, e em diversas páginas de jornais. Contudo, ao contrário de outras realidades (que existem somente no campo virtual do marketing governamental) um museu deveria ter existência concreta. Mas, em frente ao edifício Castelo Branco, não se vê mais do que um enorme buraco. E aqui vão minhas perguntas: a) existe justificativa para a paralisação das obras? b) o buraco do edifício Castelo Branco vai se transformar numa infeliz metáfora do emprego dos recursos públicos?
Ressalto ainda que os gramados que circundam o edifício, que sempre foram um local de lazer, hoje estão desertos em vista da insegurança decorrente do abandono do local, que não tardará a se transformar em ponto de encontro de marginais. É triste imaginar que este será o destino do belo projeto arquitetônico de Oscar Niemayer.
FÁBIO TOKARS, Curitiba

Curitiba

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