CARTAS
Excelente a matéria Mercado emprega só 1% de deficientes (20/4). Abordada com imparcialidade, informa não só a dificuldade dos deficientes como dos próprios empresários quanto a sua contratação, como a falta de qualificação, barreiras arquitetônicas, desconhecimento quanto às funções que podem ser destinadas e dificuldades em lidar com os deficientes. Em realidade, para a efetiva integração dos deficientes no mercado de trabalho, não basta apenas a existência de uma lei impondo a obrigação de contratá-los. Sem um trabalho de qualificação e socialização do deficiente, a contratação acabará em mero ato de caridade ou imposição legal, não solucionando o problema do deficiente, que só vai ser integrado no mercado de trabalho a partir do momento em que deixar de ser visto como digno de compaixão ou como funcionário-obrigação e passar a ser reconhecido pela sua competência.
A lei, por si só, não acaba com o preconceito, grande problema que o afasta do mercado de trabalho. Assim, além de fiscalizar o cumprimento da lei, há que se ampliar os programas voltados aos deficientes, buscando a sua integração, não só no mercado de trabalho mas em todo o meio social (já que a maioria das pessoas nem sabe ou tem receio de lidar com o deficiente), para que, ultrapassadas as barreiras do preconceito, possam competir em igualdade com as demais pessoas.
KÁTIA NAOMI YAMADA, Londrina
UEL





