- EXEMPLO DE VIDA
Peço permissão para externar a grande satisfação e privilégio de ter participado da festa de comemoração dos 50 anos de casados do Dr. Milton Guimarães e Dona Vilma. Lá estavam os dois, firmes e fortes, numa união de se admirar. Confesso que para escrever esta carta, tive de fazer uma espécie de pesquisa, de laboratório, que ao final conclui que ali estava um casal brilhante, honrado e um grande exemplo de vida.
Pelo que ouvi, nestes 50 anos de suas vidas aconteceram muitos fatos que trouxeram alegrias à sua casa. Houve também adversidades, que na medida do possível foram superadas pela força do amor e da união familiar. Recorri também ao depoimento de minha esposa Glaucia Borba, para ficar sabendo que no seu tempo de infância, as crianças das redondezas se reuniam ali na casa do Dr. Milton Guimarães e Dona Vilma para brincar. Como sou um daqueles saudosistas, fiquei curioso para saber das histórias daqueles tempos. Contou-me a Glaucia com um ar de saudades e gratidão, de uma certa casinha de bonecas no fundo do quintal, onde as crianças brincavam e exercitavam sua criatividade.
Me parece que muitos adultos de hoje e que moraram na Avenida Higienópolis têm, como referência da sua infância, a casa do Dr. Milton e da Dona Vilma. Pelo que ouvi, o Dr. Milton é um daqueles médicos que nunca pouparam esforços para ajudar, seja como médico, seja como vereador de Londrina. Já Dona Vilma é daquelas que cativa pela sua meiguice.
Mas como um ‘‘manteiga-derretida’’ declarado, vou terminando por aqui dizendo que o motivo maior de eu estar escrevendo esta carta é pela admiração que tenho pelo casal, por sua história de vida, pela sua importância na vida da cidade e de muitos dos que aqui vivem, fato que muitos de nós deveríamos nos espelhar. Parabéns.
WALTER ABOU MURAD, biomédico, Londrina
O PODER DE UM POVO
A população do mundo inteiro assiste aflita ao massacre promovido pelo governo de Israel contra os palestinos. Ariel Sharon se inspira no exemplo do mestre em ações terroristas ‘‘legais’’, o presidente Bush. A ONU não move uma palha para acabar com o sofrimento do povo palestino. O presidente da maior potência da terra faz de conta que se importa com esse genocídio. A Inglaterra, bem, a Inglaterra é apenas um capacho dos EUA. O resto da Europa esbraveja com palavras e não vai além disso. Esse corpo mole que fazem os países do primeiro mundo seria, talvez, resultado do poder econômico-financeiro dos judeus, que dominaria os países ricos. Some-se a isso o lobby armamentista, que exige mortes às centenas, aos milhares para a indústria bélica nunca deixar de ter lucro. Felizmente os árabes conseguem impor um mínimo de contrabalanço nisso tudo, com um relativo poder do petróleo, que lhes dá um relativo peso. E seria até pior para os palestinos se não fosse isso. Aliás, há um desequilíbrio nessa faixa de terra, que fez valer para a ONU e aos que a dominavam a perversidade da máxima do dois pesos, duas medidas desde a fundação do Estado de Israel até hoje, pois a mesma resolução que estabelecia o território para Israel valia também para os palestinos. O estado judeu foi criado, e por que os palestinos foram relegados a párias sem uma pátria? Seria porque seu dinheiro não financia os países ricos, ou porque os EUA teriam mais um ponto estratégico no mundo (mais uma extensão de seu território)? Até quando vai perdurar essa angústia? Não adiantam os apelos, no mundo inteiro, inclusive de judeus, como o rabino Henry Sobel, pelo fim da brutalidade israelense? Não seria oportuno o governo de Israel voltar o olhar para a história e se lembrar do martírio do seu povo?
JOSÉ ANTÔNIO TRINDADE, Curitiba

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