Dia do Índio
No dia 19 de abril comemoramos o Dia do Índio. E os outros 364 dias, como serão? A primeira injustiça: os índios descobriram o Brasil, há milhares de anos. Os protugueses chegaram depois, ficaram com o mérito do descobrimento. Por quê? Porque eram os ‘‘civilizados’’, vieram para colonizar, ou seja, criar uma civilização, fazer o comércio, ensinar a cultura e a religião. Como se os índios já não tivessem sua organização social, política e religiosa. Utilizando-se desses argumentos, exploraram, destruiram e quase aniquilaram esse povo. Depois da chegada do ‘‘civilizado’’, os índios nunca mais tiveram paz. Continuam a sofrer injustiças; ainda roubam suas terras, riquezas e matam o seu povo.
No País, considerado por alguns em desenvolvimento e no processo da globalização, ainda não conseguimos conviver com os nossos primeiros habitantes. O mais alto grau de irracionalidade aconteceu em 1997, em pelo século 20, quando mataram um índio queimado, numa grande metrópole, chamada ‘‘civilizada’’. Quem é o selvagem e o civilizado, através da nossa História?
ANERLI APARECIDA LOBATO, Londrina
Vila Casoni
Causou-me estranheza a manifestação do senhor Ricardo Galvão Sampaio da Motta, em carta publicada na edição de ontem, sobre o projeto viário da Vila Casoni. A Associação de Moradores da Vila Casoni e Adjacências participou de várias reuniões com técnicos da prefeitura, na qual participaram comerciantes e moradores do bairro, com ata lavrada e assinada pelos mesmos, a qual dispomos de cópias. Discutimos exaustivamente com os técnicos as mudanças viárias que começam a ser implantadas. Inclusive ouvimos moradores e comerciantes e detectamos as mais variadas sugestões para se chegar a esse projeto.
É óbvio que mudanças podem desagradar um ou outro interesse particular e cremos seja o caso do senhor Ricardo, já que esta associação não tem seu cadastro como morador do bairro. A maioria dos comerciantes e moradores está satisfeita com o projeto e agradece o prefeito Nedson Micheleti pelo atendimento a essa reivindicação, a qual vários prefeitos que passaram não deram atenção. Portanto, reafirmamos que, ao contrário do que diz o senhor Ricardo, o projeto foi bastante discutido e todos que na época tiveram interesses puderam participar.
BENEDITA A. GONÇALVES, presidente da associação, Londrina
UEL
Conhecendo a história da Universidade Estadual de Londrina (UEL) desde seu nascimento não me ocorre período de maiores dificuldades para a instituição que o ora vivido. A universidade de renome nacional foi atingida por uma tempestade de desmandos administrativos e, hoje, busca-se reconstruí-Ia juntando o que sobrou do cataclismo. Reitor deposto, a maior greve da sua história com incalculáveis prejuízos para a vida acadêmica e científica. Governo insensível e inábil que propõe, a toque de caixa, projeto de autonomia sem qualquer consulta prévia à comunidade universitária.
Essa é a tarefa que se impõe ao novo reitor: colocar a casa em ordem, devolver ânimo ao corpo docente e de funcionários, e reestruturar o calendário escolar para minimizar os enormes prejuízos já contabilizados por todos. Diante dessa angustiante realidade, a indicação do novo reitor assume características dramáticas, pois escolha equivocada nesse momento significaria decretar sentença de morte para a instituição.
O longo período de exercício da docência em Cardiologia e, mais recentemente em Bioética, me permite tentar esboçar o perfil de candidato que, a meu ver, seria capaz de enfrentar e vencer os atuais desafios. Imprescindível será que o novo reitor tenha suficiente experiência acumulada na vida acadêmica e administrativa para, dia seguinte à posse, dê início a uma verdadeira corrida contra o tempo. A UEL está na UTI e necessita de equipe competente para tomadas de decisões urgentes, caso contrário, corre risco de vida, ou de morte, como preferirem.
Condutas populistas, como propostas irrealizáveis para as categorias docente, de funcionários e alunos, será alimentar o caos. Ter vínculo partidário forte, embora faça parte da vida democrática, nesse momento, será desastroso para o novo reitor. É necessário que a comunidade que escolherá o próximo reitor identifique se algum candidato veste o manto partidário fortemente aderido a sua pele, pois a UEL não suportará quatro anos de sobressaltos que certamente virão.
JOSÉ EDUARDO DE SIQUEIRA, Londrina

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