Romário
Mais uma vez nosso teimoso Felipão foi contra a vontade nacional e até mesmo do presidente. Romário está fora do amistoso contra Portugal, o que me leva a concluir como torcedor e fã de Romário, é que para o Baixinho só resta uma chance: contratar os serviços do doutor Albiere da novela ‘‘O Clone’’. Fazer 11 cópias de Romário, um Romário em cada time grande do futebol brasileiro, incluindo o Grêmio, time pelo qual Felipão teima em convocar o gordinho Luizão e Anderson Polga. Agora imaginem 11 Romários. Sobraria Romário para a ‘‘Casa dos Artistas’’ e para o ‘‘Big Brother Brasil’’. Romário deveria fazer uma boneca Maria Eugênia para ele também, pois choro do Kleber Bambam quando perdeu a boneca comoveu mais o Felipão do que o choro de Romário na entrevista coletiva.
Realmente ‘‘faz parte’’ e no ‘‘modo de vista’’ de Felipão, o Romário não serve para a seleção. Com o Baixinho ou sem o Baixinho teremos que torcer pelo ‘‘tri’’ teimoso Felipão conseguir êxito na Copa do Mundo. Pela teimosia de Felipão, Romário não vai tomar mais Coca-Cola, mas sim guaraná ou chimarrão, não vai falar mais ‘‘peixe’’, mas bah, tchê. E é claro, não vai ouvir rap, vai aprender a dançar chula e vanerão e por fim abrir um CTG em São Januário. Tudo para quem sabe cair nas graças de Felipão.
GERMANO JORGE RODRIGUES, Loanda
Zona Azul
Ninguém pode negar que o Ministério Público (MP) não tenha agido à luz da lei, quando deliberou pela retirada dos adolescentes que operam na Zona Azul, com a intenção de protegê-los dos arrombadores de carros que os ameaçam. No entanto, cabe perguntar: seria essa a melhor medida? Não seria o caso de protegê-los em seu próprio ambiente de trabalho? Quem deve ser retirado das ruas, os adolescentes ou os marginais? Não se deveria levar em consideração o fato de que eles desenvolvem um trabalho sob a orientação dos instrutores da Epesmel, como parte das tarefas educativas?
Tirá-los da ‘‘moldagem de caráter e formação de cidadão ofertadas pela Epesmel’’, como afirmou ontem o leitor Antonio Esteves da Silva, na Folha, não seria abrir-lhes os caminhos para a rua, substituindo os atuais instrutores por instrutores marginais, aqueles mesmos que hoje os ameaçam? Há momentos e situações muito peculiares que, se não foram considerados na hora da elaboração do texto da lei, devem ser considerados no momento da sua aplicação. Que a letra fria não ofusque a visão daqueles que são responsáveis pela sua aplicação.
Somos entusiastas defensores do trabalho do MP e a ele devemos todo nosso respeito, até porque temos tido a oportunidade de assistir a ações corajosas e acertadas em defesa dos interesses da comunidade. Diria mais, está no MP talvez a única esperança a uma sociedade futura mais justa que assegure a cada um o direito à cidadania no seu sentido pleno. Porém, acreditamos que o caso da Zona Azul de Londrina mereça ser debatido e amadurecido pela sociedade, com o objetivo de se levar adiante sim, a iniciativa de proteger os adolescentes da marginalidade, porém sem os riscos de tirá-los da mira dos caçadores para colocá-los nas garras dos leões.
Feliz também a Opinião da Folha de ontem abordando o tema, o que nos anima a fazer um apelo ao jornal, pelo peso que representa à sociedade de Londrina e para toda a região, para que lidere um amplo debate sobre o assunto, o que, com certeza, será mais uma contribuição sua, assegurando assim, uma decisão mais acertada não só da parte do MP, mas também da sociedade como um todo.
JOSÉ L. PETRI, Ibiporã
Parece nobre tirar esses 222 garotos da Zona Azul e colocá-los num lugar mais seguro? Aonde existe esse lugar? Até parece que com essa medida os ladrões vão se intimidar e não vão mais arrombar carros. Ladrão não respeita nem a polícia. As autoridades que criam esse tipo de polêmica estão muito longe da realidade e do dia-a-dia do cidadão comum.
ROBERTO TEIXEIRA, Londrina
Informação
Muitas pessoas têm o hábito de ler todos os dias, mas a maioria não analisa o que está lendo. Com isso acabam formando opiniões distorcidas sobre a realidade dos fatos. Essa falta de reflexão geralmente ocorre em virtude do avanço da mídia televisiva e a ausência de uma boa formação, pois muitas pessoas se acomodam com o que assistem na TV e não buscam outros meios de informação como jornal, revistas e livros. Dessa combinação resulta uma população facilmente manipulada e sem perspectivas de atingir seus objetivos pessoais e profissionais.
Portanto, em nosso sistema educacional deve haver uma preocupação em formar leitores e cidadãos críticos, principalmente se considerarmos que a educação e a participação social de um povo são fundamentais para se construir um país melhor.
SAMIA CRISTINA NABHAN, Londrina

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