CARTAS
Zona Azul
Não apenas surpresa, mas estranheza, causou a medida adotada pela procuradora do Ministério Público do Trabalho da 9ª Região, Margareth Matos de Carvalho, em proibir a participação de nossos meninos da Epesmel no controle da Zona Azul. A alegação, baseada numa reportagem da Folha de Londrina do último dia 8, é de que os menores estariam sofrendo ameaças físicas e desempenhando um trabalho de risco. Com todo o respeito à procuradora, entendemos que a nobre atividade dos 222 garotos que, responsavelmente, cuidam dos veículos estacionados nas ruas de nossa cidade, em horário comercial é perfeitamente regulamentado e amparado por lei, é fiscalizado pelo Ministério Público em Londrina, através da Promotoria de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Além disso, está em consonância com o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu Artigo 6º que preconiza da importância dos fins sociais. Vale lembrar que o trabalho dessa equipe da Zona Azul está sob a proteção de 17 supervisores, todos maiores, educadores responsáveis, com vasta experiência na formação profissional e acompanhamento dos menores, além da fiscalização por parte do Poder Público Municipal, através dos Agentes de Trânsito da CMTU.
O fato de estarem sendo alvos de arrombadores de carros que chantageiam os garotos é questão de polícia e não significa dizer que devam perder seu ganha pão, muitas vezes sendo único sustento de suas famílias. Pois se assim for, teremos um aumento, ainda mais, do desemprego em Londrina e toda Região Metropolitana, cada vez mais empobrecida. Além disso, a invasão tão decantada dos famosos flanelinhas é evidente. Aí sim, gerará insegurança na população. E o que é pior, como fará a Epesmel para suportar os custos de manutenção dos quase 1.200 meninos e meninas que poderiam estar perambulando pelas ruas da cidade, ao invés de estarem sendo encaminhados e bem formados para um ofício que raríssimas entidades se prestam a fazê-lo?
Certamente, o bom senso deverá prevalecer na decisão final da procuradora, que nos receberá em Curitiba, quando teremos a oportunidade demonstrar o histórico dessa valorosa entidade, como tantas outras em Londrina que necessitam do nosso apoio para continuarem o trabalho de uma digna inserção da juventude em nossa sociedade.
FÉLIX RIBEIRO, vereador, Londrina
A violência em nosso País só esta crescendo, principalmente em nossa cidade. Os órgãos responsáveis, ao invés de tomarem o mínimo de medidas satisfatórias como, por exemplo, se preocuparem em dar trabalho e atividade a esse contingente de menores da Zona Azul, tiram sua única fonte de renda para o sustento de sua família. O Ministério Público está tentando acabar com esse trabalho social, que é uma atividade para que se mantenham fora das ruas e que não sejam marginalizados ou que entrem nas drogas, porque é mais um motivo para nós nos preocuparmos.
Temos também outras entidades que dão auxílio a menores, como a APMI Guarda-Mirim (da qual fui integrante em 1994 e me formei e trabalhei junto à entidade) e a Liga dos Engraxates. E o que nosso governo pensa disto? É o melhor para nossa população (deixar os menores nas ruas), então como farão para que não aconteça nada de mais grave? E o que estão fazendo para que melhore a situação dos menores de nossa cidade, para que eles possam trabalhar? Mas está acontecendo ao contrário: querem tirá-los de suas atividades e a população londrinense não pode deixar que acabem com esta atividade.
CRISTENIO RODRIGUES GAZOLLA, Londrina
Acim
Sempre estive com o Jefferson Nogarolli conversando sobre trabalho. Com ele não se gasta tempo com futilidades. Sua mente está sempre a produzir algo que possa beneficiar ou influenciar a comunidade. Antes mesmo de ser presidente da Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim), suas palavras eram aguardadas e ouvidas com muita atenção pois sabiam os dirigentes que dele viriam opiniões ou contestações com fundamento teórico e prático. Estou falando, portanto, de um homem que produz e que tem no atendimento à coletividade sua maior preocupação, pois produz não para si mas para os outros.
Ele exprime condignamente a expressão: Faça aos outros o que gostaria que fizessem a você. Com o Jefferson aprendi sobre eficácia e como deixar marcas por onde passar, pois seu trabalho intenso não poderá ser apagado por muitos e muitos anos. Ao entregar a presidência da Acim, quero deixar ao Jefferson, o reconhecimento por tudo o que foi feito nestes quatro anos de mandato. A comunidade de Maringá, região e por extensão todo o Paraná, agradece seu desprendimento e competência. Os companheiros de luta sentirão sua falta no dia-a-dia, mas sabem que poderão contar contigo onde quer que você esteja.
ADEMIR DIAS CAMARGO, Londrina





