CARTAS
A atual conjuntura nacional não deixa dúvidas a respeito da nova face do desemprego em nosso País. Em outros tempos, falar-se-ia em frentes de trabalho somente por ocasião das secas periódicas e sistemáticas no Nordeste. O fenômeno do desemprego crescente traz, agora, para os grandes centros urbanos, algo característico do flagelo das secas. Em outros tempos, também se acrescentaria, a título de comentário, a lapidar afirmação: A economia vai bem o povo vai mal. Aparece a face mais humana da tragédia nacional, já analisada como questão grave dos efeitos do neoliberalismo na economia mundial.
O desemprego no País, a cada dia que passa, já não é apenas uma questão econômica, nem peculiaridade de uma região. É também uma questão política, humana, grave e crescente. Atinge de forma dramática o maior parque industrial urbano do Brasil e da América Latina e revela faces e histórias de pessoas que nunca são levadas em consideração pelos números e pelas estatísticas. Isto tudo revela a gravidade que o problema do desemprego vai adquirindo dentro do quadro nacional, sem perspectivas de solução. O desemprego é um gravíssimo problema social, crescendo a cada dia como uma peste perniciosa. Deve haver uma luz para minimizar o problema. Eis algumas pistas: vontade política, solidariedade, fraternidade, menos ganância e acabar definitivamente com o neoliberalismo.
ANTONIO CARLOS DE MELO, Porecatu
Otaviano Mazer





