Meia-entrada
Os estudantes conseguiram muitas conquistas em nosso País, com várias passeatas, protestos em frente a prefeituras e até mesmo no Palácio do Planalto. Tivemos várias leis a nosso favor. Talvez a mais importante é a que garante a meia-entrada. Somos cientes que, alguns empresários, promotores de eventos, não respeitam esta conquista. Todos os estudantes se perguntam quem fiscaliza o cumprimento da lei, os fiscalizadores (que deveriam fazer o seu trabalho) não estão vendo ou não querem ver que as estudantes estão sendo prejudicados e têm o direito da meia-entrada, garantida na lei 5.067/92, na qual o estudante para ‘‘usufruir o benefício deverá comprovar a condição referida no artigo anterior, mediante a identificação autenticada pelos diretores das escolas e expedida pelas entidades majoritárias (Ules, DCE, Upes, Ubes, UNE)’’.
Já houve vários shows em Londrina, e em muitos deles não foi respeitada a lei, porque não há fiscalização que puna esse desrespeito, sendo os maiores beneficiários os empresários, promotores, que sem de nossa cidade dando até risada, pois não receberão nenhuma punição dos órgãos fiscalizadores. Burlam, mais que uma lei, uma conquista.
CRISTENIO RODRIGUES GAZOLLA, Londrina
Folha
Como leitor diário da Folha de Londrina tenho acompanhado, principalmente pelos artigos do senhor René Ruschel, as questões relacionadas à sucessão presidencial. Nestes momentos, a importância da imprensa se sobrepõe ainda mais, não com o objetivo de sermos guiados ou induzidos, mas sim através da informação clara e límpida. A Folha sempre foi e continua sendo um orgão de comunicação da maior lisura, democrático e que sempre procurou buscar a verdade. A minha sugestão é que, a partir de agora, haja um série de matérias sobre os mais diversos temas abordando a visão e proposta de cada candidato. O Brasil não pode nem ficar a mercê da sorte ou das propostas populistas e ser novamente enganado como se sucedeu no passado. A reponsabilidade da imprensa, e daí, da Folha e seus jornalistas, é muito grande.
GIONÉDIS GRANDENE, Ponta Grossa
Polícia Militar
Manifesto minha indignação com a falta de sensibilidade e a inoperância do serviço 190, da Polícia Militar. No último dia 29, por volta das 19h45, solicitei ao soldado Souto (ou Couto?) para que atendesse uma ocorrência em que uma pessoa era assaltada por dois marginais, sendo esses acobertados por outros dois, na Rua Conselheiro Laurindo, centro de Curitiba. Além de roubarem a vítima, feriram-na com vários golpes. Aliás, a violência virou um rotina naquele local, onde estão bares e hospedaria, ponto de encontro de bandidos.
Através do 190, o soldado informou que tomaria as providências, enviando uma viatura para prender os bandidos, que ‘trabalham’ diuturna e impunemente. Ele não mandou ninguém fazer a ronda, não sei porquê. Tornei a ligar para o mesmo número, o 190, por volta das 20h35, e fui atendida pelo soldado Marcos. Este informou que a viatura estava a caminho, o que não ocorreu. Insisti de novo ao mesmo soldado, que inadvertidamente questionara se havia vítimas pelos marginais que se escondem nos bares e pensões da região.
Ora, que pergunta mais óbvia é esta (se há vítimas?), soldados da Polícia Militar? Para haver vítimas é preciso que haja mortos, sangrados, mutilados, hein? Pois bem, saibam que há vítimas desse naipe também, e vocês só chegam depois de tudo dominado, com a vítima defunta já sendo levada pelo rabecão. O serviço 190, além de ineficiente, tem uma gravação que retarda o atendimento, que piorou dramaticamente. Não funciona mesmo. A quem, então, devemos recorrer, já que a polícia não nos ouve?
Solicitamos ao comandante da Polícia Militar e ao secretário estadual da Segurança Pública que tomem as providências devidas e indevidas, encaminhando de forma rotineira, prática e eficiente grupos da força militar e civil para combater os bandidos profissionais (que não são adolescentes infratores) que operam aberta e impunemente em todo o centro da cidade, mais precisamente nas esquinas e confluência das ruas Conselheiro Laurindo, Sete Setembro, João Negrão, Estação Plaza... São bandidos de alta periculosidade, e que até sequestros relâmpagos praticam, à luz do dia.
SUELI DE OLIVEIRA, Curitiba

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