CARTAS
Esportes X drogas
Neste domingo será realizado no Iate Clube de Londrina o IV Festival de Natação Crokaju, evento planejado e patrocinado por uma família que cultua o esporte, que conta com a participação de aproximadamente 500 crianças de 7 a 15 anos de várias escolas da cidade de Londrina e região.
O objetivo deste evento, além de incentivar a prática do esporte, é sociabilizar e - antes de tudo - manter a criança num ambiente saudável e seguro para o seu desenvolvimento. E este papel o esporte cumpre bem.
Pense rápido, você que é pai ou mãe: qual as chances de uma criança que pratica esportes desde cedo envolver-se com drogas, um dos grandes males dos nossos tempos? Uma criança que estuda, faz suas tarefas, pratica seu esporte... vai querer o quê no fim do dia? Comida e cama! É um seguro-saúde o seu investimento em esporte, sem sombra de dúvidas.
O sonho, talvez utópico, de que todas as nossas crianças tivessem acesso ao esporte, existe em nossa família. Tudo seria mais fácil, mais seguro, mais humano. Não haveriam tantas meninas prostituindo-se, tantos jovens drogando-se para roubar e até mesmo matar. Perdem-se talentos, perde-se sossego, saúde, vidas...
Se mais empresários tivessem iniciativas como esta, se mais pessoas praticassem esportes, se o Estado desse maior incentivo... Tudo isso fica para uma próxima carta.
Fica aqui o meu convite: vá ao Iate neste domingo de manhã, a entrada é gratuita. Você vai ver pequenos homens e mulheres lutando para vencer suas próprias barreiras, dando alegria aos seus pais e crescendo saudáveis, felizes, como todos nós desejamos que aconteça aos nossos filhos.
KAREN AOKI ROMERO, de Londrina
Vende-se lixo
A difusão do banalismo aliado ao consumismo exacerbado de lixo, causado pela hipocrisia intelectual e cultural da sociedade brasileira, reduz de maneira significativa a possibilidade de que, em função da simples extraodinária qualidade, alguém ou algo seja relevante ou simplesmente digno de atenção.
Os valores não se perderam, inverteram-se. São atribuídos a notáveis desprovidos de qualquer particularidade que mereça o mínimo de respeito. Merecem destaque apenas aqueles que contribuem significativamente para o declínio do que antes era considerado de vital importância para a manutenção da soberania humana frente a outros animais: a racionalidade e o bom senso, a capacidade de distinguirmos o bom do ruim e prevermos assim as consequências dos nossos atos e gestos.
Os destacados, entretanto, não são os piores. São sim aqueles que os projetam e valorizam essa parte podre, enfim aqueles que contribuem para a ascensão dessa classe medíocre. Só se produz o que vende. Enquanto a sociedade se delicia com os lixos e besteiras expostos diariamente nos mais diferentes meios, outros sempre estão sempre de prontidão, dedicando a maior parte de seu inútil tempo a atender esses consumidores, sempre abertos a novos produtos. É um mercado muito lucrativo, embora as consequências pessoais sejam desastrosas.
A péssima qualidade ou a ausência dela, vão desde simples colunistas sociais a grandes (por suas vendas altamente significativas) escritores, passando por políticos, esportistas, apresentadores de programas de televisão, cantores e muitos outros que são sempre ferozmente consumidos pela eterna e insignificante massa brasileira (do ponto de vista cultural/intelectual).
Depois jogam a culpa de o Brasil e os brasileiros viverem mergulhados nessa medíocre miséria cultural e financeira no FMI, nos norte-americanos, nos políticos (que não são por acaso: alguém os promoveu a isso). A culpa é sim desses cidadãos que preferem ver porcarias televisionadas aos domingos a dedicar esse tempo para refletir nas discutíveis qualidades de nossos canditatos à Presidência da República.
WELLINGTON MARTINEZ RINO, de Londrina
O professor e o mundo
Concordo plenamente que o professor hoje precisa encarar as mudanças como certas e não ficar estacionado no tempo vivendo como outrora, pois os tempos são outros assim como nossos alunos e sua mentalidade. Viver professor significa estar aberto a tudo e também à compreensão deste mundo educacional que a cada dia nos surpreende mais e mais. E sem estresse e nervosismo, pois isto de nada adiantará em nosso profissionalismo. Pelo contrário, apenas deixa-nos tristes, doentes e desanimados, e sendo assim não teremos uma aposentadoria digna de nossa profissão já tão desvalorizada ultimamente. Professores: avante, força, coragem, otimismo e vamos à luta que a educação um dia terá de volta o ser verdadeiro lugar! Assim também espero!
MARIZA MANESCO CARDOSO, de Toledo





