Trânsito
O editorial da Folha de Londrina do dia 4 de abril recomenda que os mototaxistas ‘‘não devem transformar-se em justicialistas, imaginando que têm esse poder’’. Esta recomendação é sem dúvida alguma tão legítima quanto sensata. Porém, um jornal coerente e imparcial deveria da mesma forma preconizar que motoristas supostamente embriagados não devem sair por aí colocando em risco a vida de trabalhadores que, atuando em função desgastante e já por natureza bastante arriscada como é a de mototaxista, acabam ainda tendo que ficar como reféns de pessoas irresponsáveis ao volante.
Afinal de contas, embora mototaxistas talvez não leiam jornais diariamente como advogados ou qualquer outro profissional liberal, devem igualmente ser amparados pela imprensa quando vitimados por atitudes irresponsáveis dos outros no trânsito.
RICARDO ALEXANDRE GARCIA, Londrina
UEL
Apoiamos os professores Juarez e Tonani para administrarem o Departamento de Anatomia do Centro de Ciências Biológicas da UEL na gestão 2002-2003, porque nosso compromisso enquanto professores é lutar pela construção de um departamento democrático e participativo, num ambiente saudável e prazeroso. Edificar em bases democráticas significa, para nós, principalmente, posicionar-se contra pressões e intrigas.
Juarez e Tonani têm demonstrado atuação significativa na definição de rumos do departamento, delineando um perfil adequado, condizente com a estrutura universitária, de forma responsável e competente. A disposição que transparece é de uma gestão séria que nos enche de coragem no enfrentamento de problemas e desafios. Parabéns amigos, podem contar conosco!
MARIA APARECIDA VIVAN DE CARVALHO, CÉLIA CRISTINA FORNAZIERO e JOSÉ CARLOS
DE ARAÚJO, Londrina

Oriente Médio
Há mais de 2000 anos existe um desentendimento entre os povos primitivos, já constituídos em nações com línguas e costumes tribais e constitucionais em oposição, por motivos religiosos como causa primária embutida na consciência despreparada de populações inteiras numa região destinada a ser o Jardim do Éden. Para nós, cristãos, isto é: a pregação dos temas do Sermão da Montanha – Amai-vós uns aos outros, como a nós mesmos – e a atualização dos 10 Mandamentos da Lei Mosaica naquela época por Jesus Cristo. Se nos reportarmos à história da evolução do pensamento humano verificaremos que a humanidade evoluiu muito pouco, porque as regras que vinham se estabelecendo de Platão a Aristóteles, que se confundiam em princípios éticos e morais para uma tolerável convivência humana, já de preocupações com o universo que os cercava, impossibilitou o bom entendimento do que seria o melhor para seus destinos.
A luta prossegue até hoje, onde o pecado da ambição, traduzida pela prepotência do material sobre o moral, se superpõe, traduzida para regiões onde existe petróleo, considerado na atualidade como o ‘‘primo movens’’ dos tempos atuais. Não tem ocorrido uma abertura mais satisfatória entre as nações que tem o know-how, e uma evolução científica capaz de comunicar conhecimentos aos seus pares, como nações, menos desenvolvidas. Funcionam como o erudito professor que se omite em ensinar aos seus pupilos-alunos tudo aquilo que sabe e pode levá-los a progredir intelectualmente.
Diante da evolução técnico-científica dos países desenvolvidos, apesar das pesquisas das universidades e dos grandes centros de pesquisas do dito mundo civilizado, esqueceram de que o básico se resume em duas coisas essenciais: educação e saúde. Condições interligadas. Haja vista a fome na África, vizinha da Europa, sede das nações que se julgam entre as nações civilizadas, e indiscutivelmente pela sua história, com Pasteur, Lister, Freud, Piaget, e muitos outros cientistas e filósofos, e pedagogos.
JOÃO DIAS AYRES, Londrina

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