Dois ótimos programas do governo federal foram abandonados, abafados por forças ocultas e contrárias aos interesses do País. Um foi a Transamazônica. A estrada que iria integralizar a Amazônia ao resto do Brasil. Grandes indústrias vão até lá, estudam a nossa biodiversidade, as plantas medicinais e os conhecimentos indígenas. Patenteiam as descobertas dizendo que são deles, coisas que só existem neste nosso Brasil. Isto sem contar que localizam todas as áreas que contêm riquezas e outros interesses, ajudam a formar ONGs, financiam compras de terras com a desculpa de preservá-las. Cogitam, inclusive, em dizer que a Amazônia deveria ser considerada ‘‘patrimônio do mundo’’.
Outro programa excelente do governo era o Proálcool. O Brasil foi o único país a recorrer a um programa de combustível alternativo. Foi um dos melhores programas implantado por um governo. Tínhamos (temos ainda) terras sobrando, mão-de-obra, tecnologia, clima, etc. Tínhamos tudo para dar certo. Infelizmente, por forças ocultas, o Proálcool caiu no esquecimento, foi abafado. O que aconteceu com o nosso Proálcool? Quem ganhou com isso? As multinacionais? Os interesses de quem estava na liderança falaram mais alto? Subornos? Sei apenas que o programa não interessava aos ‘‘grandes’’. Já pensaram? O Brasil inteiro andando só com carros movidos a álcool? E os fornecedores de petróleo? Quantos barris deixariam de vender para o Brasil? São números e valores astronômicos. Se em Londrina, quando algum dono de posto teima em baixar o preço da gasolina, é presenteado com vários tiros, imaginem o que acontece com um programa que mexe diretamente com todas as multinacionais.
Neste momento em que nos impõem novos aumentos de petróleo, que abala toda a nossa economia, chegou a hora de revivermos o Proálcool. Nosso carro a álcool anda tão bem quanto um à gasolina. Além de ser um combustível renovável, mais barato, ecológico, tem a vantagem de aumentar o número de trabalhadores rurais nos campos, especialmente aqueles que foram obrigados a mudar para a cidade, onde não conseguem emprego e passam necessidades. Achar que o programa não é viável, é brincar com nossa inteligência.
Vamos torcer para que tenhamos um futuro melhor e que nossos dirigentes tenham peito para fazer as mudanças necessárias, sem a dependência dos fatores externos que nos impõem a globalização.
EDSON CASTRO, Londrina

Big Brother

Quem parou para pensar vai ter a mesma conclusão a respeito do final do programa Big Brother, exibido pela Globo. O resultado foi manipulado no momento em que a produção retirou da casa a Maria Eugênia (a boneca do Kléber). Com este gesto os outros participantes (André, Sérgio e Vanessa) estavam praticamente fora, pois a Globo, que gosta de brincar de Deus, cria mitos e personagens do dia para a noite. O Kléber de bobo só tem o jeito de falar e o jeito de andar. Com aquela dramatização patética atraiu a atenção do público e levou R$ 500 mil. Mais uma vez a Globo atingiu seu objetivo. E você acha que isso ‘faz parte’?
NATANAEL SALES, Londrina

EUA

Como muitos brasileiros não têm idéia do porquê de tantas desigualdades, é necessário que se divulgue algumas idéias da real crueza e o fascismo do neoliberalismo materialista, alienador e imbecil, reduz o ser humano a uma mera engrenagem descartável e mero joguete de interesses egoístas de uma minoria de criminosos detentores do destino econômico global, submetidos que estamos involuntariamente às regras de interesses pragmáticos do capitalismo em sua face mais monstruosa, pois livre de qualquer empecilho ou ameaça à sua ganância, cujos valores são outorgados de cima para baixo, de forma calculada, principalmente pela mídia conivente, especialmente a televisão rede-globalizada e mercantil de hoje. Em consequência desse liberalismo moderno dos senhores feudais, os Estados Unidos estão dominando nosso País. E se nós não agirmos e reagirmos, o Brasil vai caminhando para perda da soberania.
Porque hoje vem a missão do FMI, amanhã vem o FBI dizer que tem que se combater as drogas aqui, depois vem tropas americanas dizendo que têm de ajudar o FBI e daqui a pouco nós estamos como colônia do império mundial sediado na Casa Branca. Com a perda da soberania aumenta ainda mais as injustiças sociais, ocasionadas pela evasão de rendas, empobrecendo cada vez mais o povo, e enriquecendo ainda mais as grandes potências econômicas, proliferadas pela agiotagem inescrupulosa e egoísta.
ANTONIO CARLOS DE MELO, Porecatu

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