Cigarros
O contrabando do cigarro decorre tão-somente da conivência dos órgãos fiscalizadores, pois em quase todas as padarias ou bancas, encontramos aqueles produtos à venda, sem qualquer restrição. Assim como o cigarro, temos a gasolina, cujos tributos estadual e federal são da ordem de 79% e o governo, em todos os níveis, nada faz para acabar com as maracutaias. A simples exibição do preço indica que algo está errado. Os contrabandistas, adulteradores, etc, devem ter os seus lobes, senão, como se explica tanta ineficiencia da fiscalização? Agora, quanto aos sérios, que explodam.
SILVANO ALMEIDA, Londrina
Poluição sonora
O que pensam os moradores da rua Sergipe sobre o barulho do trânsito? E os lojistas? O que acham da sujeira da fumaça que saem dos escapamentos, principalmente dos coletivos? Quem consegue dormir após às 5h30? E como andam os nervos dessas pessoas? É um assunto para se questionar. Quem sabe dizer o que acontece com os moradores da rua Sergipe a não ser eles mesmos? Eu sei. Só durmo da 0h30 às 5h30. Fico extremamente irritada com o barulho dos aceleradores e dos freios que fazem um chiado insuportável. Os motoristas parecem se vingar, pelo fato de levantarem cedo. Parecem dizer: ‘‘Acorda’’.
Os moradores da Sergipe que têm suas residências voltadas para a rua, não devem dormir, não ouvem rádio e nem assistem televisão, porque o barulho do trânsito é maior que o som dos seus aparelhos. O apartamento não para Iimpo, pois a fumaça é constante. Ainda bem que o meu varal é nos fundos, senão o perfume das roupas seria óleo diesel queimado. Quando os coletivos passam, os móveis parecem pedir socorro, porque a casa treme toda. Chega 18 horas e a Sergipe fica toda amarela de tanto ônibus. O sossego só vem no final de semana. Eu já encontrei uma solução para o barulho que me incomoda: mudei de quarto, fui para os fundos. Lógico que a vista e o espaço não são os mesmos, mas pelo menos agora consigo dormir. Só não me livrei dos tremores, mas tudo bem. Afinal, sou moradora da Sergipe.
LUCINDA APARECIDA MENDONÇA, Londrina
CLT
Além de outras comprovações, matéria publicada neste jornal indica que, na prática, já há certa flexibilização da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), situação constatada frequentemente pr meio da própria mídia nacional, quando esta veicula informações dando conta da concretização de acordos coletivos entre sindicatos e grandes indústrias, como por exemplo aqueles envolvendo montadoras de veículos situadas na região Sudeste e seus metalúrgicos.
Pelo menos em princípio, tais negociações parecem, ao final, lograr suficiente êxito, traduzido na manutenção de muitos empregos e deixando relativamente satisfeitas ambas as partes envolvidas nesses acordos em escala. Se assim sempre ocorre, não deve haver nenhuma urgência nem precipitação em se alterar as conquistas do trabalhador regulamentadas na CLT, até porque a reunião dessas vantagens constitui-se talvez o maior e único benefício que ele possui em um país de tantas desiguadaldes nas oportunidades de crescimento pessoal e profissional. Diferente daquilo que habitualmente se conclui, inclusive através de alguns editoriais desta Folha, acredito que a CLT não é a grande vilã que concorre para impedir a criação de novos empregos e a manutenção e melhoria das condições oferecidas nos já existentes. O grande responsável nessa história é sobretudo a política tributária exercida há tempos em nosso país, capitaneada sucessivamente, de um ponto de vista oficial, por todos os governantes que passaram pelo mais alto posto do poder público. Com efeito, esses governos vem desestimulando o desenvolvimento econômico de um modo geral, o que inclui restrição de novas oportunidades de emprego, entre outras consequência adversas de crescimento social. Portanto, a CLT, em sua essência, é uma legítima e preciosa defesa e garantia de que dispõe o trabalhador em sua relação de trabalho e sobrevivência econômica e, por isso, não pode ser discriminada como fator capital a retardar ou tolher a solução para o problema do desemprego no país.
A CLT deve sim passar por revisão, até para corresponder ao sistema democrático vigente. Mas a reflexão com vistas a promover alterações nas regras já consolidadas deve ser feita com responsabilidade e de maneira imparcial, ocupando para isso o tempo que for necessário e sempre considerando aspectos supostamnete negativos da Lei
RICARDO ALEXANDRE GARCIA, Londrina
Justiça
Com a prisão da desempregada - que não teve dinheiro para pagar pensão alimentícia do filho de três anos - nossa Justiça mostra eficiência e rapidez na punição de criminosos. Enquanto isso (segundo o Ministério Público) acusados de desviarem dinheiro público continuam exercendo seus mandatos como se nada tivesse acontecido e ainda recebem dinheiro dos contribuintes (impostos). Bem, os senhores magistrados que concedem habeas corpus, tambem recebem dos mesmos contribuintes.
DARCY B. GUEDES, Londrina

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