CARTAS
Páscoa
Há professor que, fechado num tradicionalismo pedagógico, saudosista, inconformado com as mudanças que o mundo moderno impõe sobre a humanidade, não entende o novo paradigma da educação e não atualiza sua visão sobre dar aula, aluno, conteúdo, livro didático, contexto. Envolvido por atitudes como estas vai passando pela vida e, de repente, percebe que está cansado, estressado, doente e quase morto. Para não morrer de vez, levanta, sacode a poeira, dialoga com parceiros, analisa profundamente a situação, embrenha-se em novas leituras, comenta, aprende a ouvir, arrisca novo modelo de trabalhar com seus alunos, se entusiasma, amplia e moderniza sua visão de vida, deixa de ser um passivo para se tornar um ativo na construção da história da humanidade. Passa a entender o que é contextuar , diagnosticar e avaliar. Assim, vê transformada sua vida da água para o vinho. Sente prazer em estar vivo, e agradece a Deus. Isso é ressurreição, é Páscoa.
LUIZ GONZAGA DE MELO, Ibaiti
Prestação de contas
Em atenção ao Editorial da Folha de Londrina de 28 de março último, sob o título Despreparo de Prefeitos, venho manifestar a minha discordância da opinião da Folha. Na minha opinião faltou conhecimento sobre o assunto, que foi abordado de forma muito superficial, colocando os prefeitos e o próprio Tribunal de Contas de forma negativa perante a opinião pública. O primeiro equívoco foi dizer que somente 14 prefeituras teriam entregado a prestação de contas, quando Mandaguari foi o 40º município a protocolar a entrega no dia anterior ao da publicação da Folha e é precipitado chamar os prefeitos de despreparados quando ainda faltam cinco dias para vencimento do prazo. Mas o principal equívoco do jornal, foi em relação à prestação de contas em si, pois o editorialista não se deu conta que, somente em novembro, as equipes técnicas dos municípios foram orientados sobre a operacionalização da prestação de contas e somente em 1º de fevereiro, com o Provimento 01/2002, o Tribunal de Contas deu a forma final sobre o modelo que os municípios deveriam seguir. Portanto as regras operacionais do jogo foram divulgadas quando o jogo já tinha terminado. Ai começa a maior dificuldade dos municípios, pois pelos menos 18 novidades significativas foram introduzidas pelas regras de novembro e fevereiro últimos. Na verdade estas exigências novas já constavam da legislação, mas há formas e formas de fazer relatórios para cumprir-se a Lei. Imaginem se cada município fizesse um tipo de Prestação de Contas. Por isso o Tribunal de Contas uniformiza estes relatórios. Embora tardiamente, esta regulamentação introduziu novidades que exigiram uma grande capacidade de adaptação dos municípios. Com estes esclarecimentos esperamos estar subsidiando este jornal para informar com precisão os seus leitores, para que todos entendam que essas novidades exigiram muito dos prefeitos e técnicos municipais. Todos os prefeitos querem o melhor para os municípios que governam, mas precisam de regras estáveis, justas e oportunas para o exercício de sua importante missão.
ARI EDUARDO STROHER, Prefeito de Mandaguari
Eleições
Triste Brasil, onde os candidatos a Presidente nem bem iniciaram as campanhas e o mar de lama, falcatruas, dinheiro do povo rodando em cima de mesas já viraram notícia nacional. E, o que é pior, agora apareceu o homem que mudou até mesmo o pensamento que não podemos enganar o povo o tempo todo. Sílvio Santos conseguiu com seu Bau, Telesena e outras bujigangas mais. Já imaginaram o Lombardi no Ministério da Fazenda, o Gugu no Banco Central, o Liminha na Sudene restaurada? Isso é Brasil, o resto é o resto.
JOSÉ PEDRO NAISSER, Curitiba.
José Sarney
A Nação brasileira recentemente assistiu atônita e perplexa o discurso desse senhor, ex-presidente da República e atual Senador pelo Estado do Maranhão. Toda a verborragia usada seria cômica se não fosse trágica no que diz respeito à fragilidade de controle real no uso e destino do dinheiro público advindo da pesada tributação a que é submetido compulsória e imperdoavelmente toda população do País. Seu discurso tão prefalado, anunciado e adiado tantas vezes, nada de novo trouxe. Foi no seu todo sem conteúdo, vazio, inexpressivo culminando por ser, enfim, o apogeu do nada. Com tanto anúncio e ameaças acabou caracterizado como o parto da montanha que pariu um cordeirinho. Prestaria muito mais serviço à Nação se esse Senador viesse a público para explicar a origem real daquela montanha de dinheiro, cujos valores apreendidos, como se sabe, pertence à empresa de sua filha. E ainda, qual a razão das sete versões diferentes na tentativa de explicar o que é inexplicável, qual seja a sua origem. E mais, para onde foi ou foram todos os milhões de reais do cofre público com os quais foi agraciado o Estado do Maranhão através da Sudam? Frise-se que, todo esse recurso foi angariado direta ou indiretamente através de sua filha. Pasmem, não seria muito mais útil se viesse a público esclarecer qual o fim de todo esse dinheiro? Vale ressaltar que a ação da polícia acionada pela Justiça foi profundamente justa. Toda a operação é digna dos mais altos elogios, pensar em contrário é algo sinistramente dramático para a própria Nação.
ANTÔNIO FRANCISCO DA SILVA, Ibiporã





