CARTAS
No fim do ano passado, durante as eleições do Coritiba, amigos nos perguntaram em quem deveriam votar. A nossa sugestão foi trazer o eterno Evangelino Neves de volta. E a despeito do discurso da modernidade, o argumento que usamos foi o mais simples possível e talvez o que refletisse mais claramente a vontade da grande nação coxa-branca. O Coritiba tem que ser administrado por alguém que tenha vergonha de perder, alguém que entenda que time de futebol tem que ganhar jogos, até porque é a razão da sua existência.
Formar jogadores para vender no mercado externo por milhões de dólares, tocar violão e cantar boleros na concentração, dizer que não deu nada certo mas que o caminho é esse... e ainda mais usar o Coxa como palanque, seguramente não é o sonho de consumo dos torcedores. Os arautos da modernidade vieram, falaram, perderam tudo o que disputaram e a coisa ficou por isso mesmo em nome de um projeto que, ao que parece, é fundamentado em fracassos. Acredito que o presidente Giovani Gionédis, se tem pretensões políticas e busca junto à torcida o apoio necessário, o caminho das derrotas seguramente não é o caminho mais lógico a ser trilhado.
Agora o Coritiba pára e vamos ter que, contra à vontade, escutar os discursos do molenga Joel Santana, porque alguém muito esperto o contratou e adicionou uma multa de rescisão, propiciando ao perdedor Joel deliciar-se por um bom tempo da bela Curitiba. A propósito, no domingo, além do vexame no campo, alguém tentou, com o som ambiente do estádio, abafar os protestos da torcida. Coisa feia, ação digna dos dinossauros sobreviventes dos fatídicos anos de chumbo. Lamentável.
ORLEY ANTUNES DE OLIVEIRA JÚNIOR, Morretes
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