Eleições
Dos 42 milhões de domicílios existentes no Brasil, 24 milhões deles não têm rede de esgoto, 8 milhões não têm água encanada e 8,6 milhões não têm coleta de lixo. Ainda há muito a fazer pela população de baixa renda. É dever dos mais letrados e mais ricos contribuírem para a melhoria material e espiritual dos mais pobres. Se ajudarem a escolher bons políticos nas próximas eleições já estarão dando uma grande contribuição, porque a classe média tem forte poder de formação de opinião.
ALCIDES LIVRARI JÚNIOR, Arapongas
Rafael Iatauro
Leio que, novamente, nossa cidade recebeu a visita de tão insigne pessoa. E, aproveitando a ocasião, elogiou nossos conhecimentos e disposição política em fiscalizar o dinheiro público. De minha parte, prefiro acreditar que tal pessoa foi, mais uma vez, extremamente irônica. Ora, nossa cidade tem 21 vereadores (Ali Babá tinha 40) que, em tese, são os primeiros fiscais de ‘‘res pública’’; tem-se, também, que até prova em contrário o prefeito de uma cidade é pessoa honrada e decente, pois caso contrário o Tribunal Regional Eleitoral não lhe entrega o diploma e, por último, porém não menos importante, temos essa maravilha do mundo democrático que se chama Tribunal de Contas, eficiente, probo e considerado a última linha de defesa do cidadão contribuinte.
Ora, senhor Iatauro, já há esses três órgãos fiscalizadores (caríssimos aos bolsos do contribuinte) e, como não quero tirar o emprego de ninguém, muito menos o seu, onde o salário é uma merreca, diante das mordomias sem fim, faça-me um favor: veja se trabalha mais e faça valer seu (i)merecido vencimento mensal, ou então ensine o be-a-bá aos edis, em vez de chamar-nos para tal mister, pois eu – pé-vermelho, mas cidadão de bem – estou muito ocupado em trabalhar para pagar impostos, impostos, impostos, taxas, taxas, taxas...
TADEU STULZER, Londrina
FHC
De tanto os diplomatas brasileiros lutarem no exterior para arrumar títulos de doutor ‘‘honoris causa’’ para o presidente Fernando Henrique Cardoso, acabaram lhe conseguindo no FMI um diploma de analfabeto.
PAOLO MARANCA, São Paulo (SP)
Doações
Confesso não entender o processo de doação de um terreno em uma área nobre, para uma instituição privada de ensino, como é o caso da PUC-PR. Não sei qual é a contrapartida da instituição nesta doação de ‘‘pai para filho’’. Na verdade o que sabemos a respeito desta negociata é muito pouco, creio que não há muito interesse em deixar a população exclarecida sobre este processo. Em administrações anterirores, áreas foram doadas para instituições particulares, mesmo sendo aprovadas pelo Legislativo, os beneficiários nem sempre cumprem com a sua parte nestes processos. A Unopar recebeu uma grande área do município de Londrina para a instalação do seu campus. Esta doação foi condicionada a uma contrapartida desta instituição, e o nosso Legislativo municipal tem cobrado o cumprimento dos termos desta doação? Não tenho visto nada além de algumas tímidas manifestações a este respeito.
Com esta doação para a PUC, se a sociedade civil não ficar atenta, tudo isto irá se repetir. E esta instituição dos irmãos Maristas, que seleciona os seus candidatos, no momento em que estes fazem a inscrição para os seus ‘‘vestibulares’’ e tem que prencher uma ficha denominada Questionário Sócio Econômico, no qual o candidato tem que fornecer uma série de informações sobre a situação financeira do núcleo familiar.
Creio que a PUC estaria dando mais transparência aos seus ‘‘vestibulares’’, se ao final do processo informasse aos seus particiapantes, a classificação obtida no concurso, a exemplo do que ocorre na UEL.
LOURIVAL BARBOSA, Londrina
Correção
Na reportagem sobre o Movimento Bandeirantes em Londrina, da ‘‘Folha Cidadania’’ de hoje (página 4 da Folha Dois), a descrição do uniforme das integrantes está errada. Elas usam saia e camisa na cor azul. Quem usa camisa branca são as coordenadoras do grupo.

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