Violência
A violência vivida hoje prove de um tremendo descaso político pelo povo. As crianças que serão o futuro de nossa Nação se encontram, na maioria das vezes, em condições precárias. Enquanto representantes eleitos pelo povo se esbanjam em luxúrias proporcionadas pela renda pública, que é desviada dos mais diversos setores administrativos, as crianças e adolescentes de baixa renda são abandonadas pela ‘‘Sociedade’’, não tendo a oportunidade de estudar, de trabalhar, de ter uma vida digna, e assim são ‘‘jogadas’’ para os braços da criminalidade e das drogas, e ali encontram o tipo de incentivo que nunca tiveram.
As pessoas reclamam do alto índice de violência, mas não percebem que este mundo foi criado pela violência. Este confronto travado contra a bandidagem, pelos meios usados, só serve para gerar mais revolta. O que deveria ser feito para melhorar essa realidade seria criar centros de educação profissionalizantes, mais colégios públicos, distribuir material escolar incluindo uniformes, criar entidades acessíveis para encaminhamento ao trabalho e oferecer bolsas auxílio dignas para famílias pobres. Em relação a presídios, deveriam ser casas de recuperação com sistema profissionalizante e logo após cumprida a pena, os internos seriam conduzidos diretamente a um emprego, assim haveria altas chances de recuperação.
Baseado no cotidiano conclui-se que o futuro do Brasil está à beira de um penhasco, onde os responsáveis pelo povo (políticos) são sinônimos de copófragos. Há também uma certa incongruência na procura de uma solução. Ao invés de amenizar o problema (investir na polícia) deveria ir direto na ferida, cuidar dos infratores. Por fim, cabe a todos mudar est terrível situação através do voto.
CRISTENIO RODRIGUES GAZOLLA, Londrina
Eleições
Para quem ainda acreditasse que a política das elites seguisse a lógica do correto e do errado, de acordo com a ética e a moral, estranharia as recentes falas cheias de indignação do chefe do PFL, o senador Jorge Bornhausen. Qualquer um perceberá, no entanto, que quem deveria se encher de indignação e de náusea é o eleitor, o brasileiro comum, o trabalhador (de suado salário), o contribuinte honesto, ao ver e ouvir tamanha desfaçatez do presidente da antiga Arena. Esse cidadão, que finge defender a moralidade de um partido que quase todos os brasileiros sabem que não tem, quer nos fazer de idiotas.
Talvez uma minoria, ignorante, ainda se deixe enganar. Talvez parte da população do Maranhão, aquela que a governadora Roseana, com o apoio do PFL e do marido Murad, deixou na miséria e no analfabetismo por roubarem dinheiro público, se deixe iludir com os hipócritas discursos destes atores da recente farsa: Bornhausen e Roseana. Talvez muitos miseráveis brasileiros, que morreram de fome e doenças porque o roubo descarado de milhões e milhões de reais perpetrado por políticos do PFL e de outros partidos da nossa ‘‘civilizada’’ direita lhes tirou (aos miseráveis) a comida da mesa e os privou de médicos, hospitais e remédios, talvez esses, esmagados ainda pela ignorância, se vivos estivessem, aplaudissem esses ‘‘dignos’’ e ‘‘indignados’’ ‘‘políticos’’.
Até quando essa espécie de políticos vai nos empulhar dessa maneira? Até quando a roubalheira vai continuar impune e, ainda mais, seus autores defendidos como se o crime fosse direito deles? Resta-nos apenas o voto (que, sabemos, pode ser uma arma contra o próprio eleitor) e a esses políticos, o gozo tranquilo do fruto dos roubos, à expensa das doenças, das mortes de brasileiros?
JOSÉ ANTÔNIO TRINDADE, Curitiba
CPMF
Apesar da Contribuição Provisória de Movimentação Financeira (CPMF) ter se tornado eterna, aliás aprovada novamente a sua prorrogação, não obstante a Saúde continuar a cada dia que passa em pior situação, estando cada vez mais ‘‘doente’’, e o governo não explica para onde estão indo os milhões de reais arrecadados diariamente com este que se tornou mais um imposto, custeado pelo sofrido povo brasileiro. Pobres continuam morrendo nas portas dos hospitais à espera de atendimento. Talvez tenha que se criar uma nova forma complementar de arrecadação, para ‘‘custear’’ a Saúde, que envergonha este País. A reforma tributária só é lembrada tangencialmente nos anos de eleição. Passado o período, não se fala mais no assunto, talvez não haja interesse em fazer uma reforma séria, pois atingiria a classe dominante, que sempre usou os mecanismos que a atual legislação oferece para se livrar do pagamento do que seria devido. Atingiria também aqueles que financiam campanhas políticas milionárias de parcela significante dos nossos ‘‘nobres representantes políticos’’.
Não vamos ter nenhuma reforma tributária séria neste País, afinal os nossos legisladores não vão querer cortar a própria carne. E a Saúde? Pode esperar um pouco mais, afinal quem morre sem assistência médica é o pobre e pobre só é importante em anos de eleição.
LOURIVAL BARBOSA, Londrina

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