CARTAS
Doutor Gilson Garret, ex-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, merece o agradecimento do povo londrinense pelo tempo que esteve exercendo suas funções em Londrina. É um homem que mostrou um comportamento ético, profissional e de muita competência. Desde quando chegou a Londrina mostrou um compromisso inegável com toda a sociedade civil organizada, de muita capacidade de diálogo com todos os segmentos, procurou respeitar os direitos do preso e da população com o único fim de fazer a acontecer a tão almejada segurança da cidade. A Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Londrina quer solidarizar-se com Garret e manifesta, juntamente com todas as entidades civis, que já demonstraram pela imprensa a indignação pela sua transferência, o seu repúdio a esta atitude arbitrária da Secretaria de Segurança.
Em Londrina, a sociedade está organizando-se cada vez mais contra a corrupção e desmandos de muitos governantes. Neste momento está o Fórum Permanente de Segurança, coordenado pela vereadora Elza Correia, despertando na sociedade uma consciência pela causa da segurança que é tão complexa e abrange tantos outros aspectos da vida do homem e da sociedade. Garret esteve muito presente nesta discussão e o que vemos com sua transferência é um desejo do governo estadual querer desmanchar a organização em Londrina, mas isto não será possível. Sabemos que a transferência tem motivações políticas e é inadmissível considerar o que afirmou o diretor-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, na Folha, que se tratava de uma promoção do delegado e de que neste momento precisava dele em Curitiba, e ainda ironizou quando as entidades civis estiveram manifestando o apoio a Garrte.
A população londrinense deve estar muito atenta a estas atitudes dos governantes, pois na imprensa eles conseguem mascarar bem a realidade. A Pastoral Carcerária é muito consciente das motivações de transferência, pois está muito comprometida com a causa do preso, dos agentes penitenciários e da segurança.
CÉSAR BRAGA DE PAULA, assessor da Pastoral Carcerária, Arquidiocese de Londrina
A notícia da transferência do delegado-ehefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Gilson Garret, causou-me grande indignação. Além de ser um homem honrado e competente, é provável que Londrina, nestes últimos anos, não tenha tido um profissional da segurança pública com tamanha disposição para o trabalho, enfrentando dificuldades como escassez de recursos e falta de pessoal. Em reunião com algumas autoridades fui informado que nos meses de janeiro e fevereiro, o trabalho desempenhado pelas polícias Civil e Militar de Londrina conseguiu números expressivos, desmanchando diversas quadrilhas e prendendo vários suspeitos. Talvez isto seja um dos motivos que tenha colaborado para a superlotação das cadeias e que incomodou a classe política da Capital.
E lamentável que os representantes das entidades civis de Londrina não sejam ouvidos antes de afastarem uma pessoa que está apenas ajudando a resolver os problemas sociais da nossa cidade e desempenhando o seu trabalho com dignidade.
WALTER MARINHO FALCÃO, diretor administrativo-financeiro da Sociedade Rural do Paraná, Londrina
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