CARTAS
Segurança pública
Vimos convivendo com uma situação em Londrina que tem provocado as mais diversas reações dos motoristas. Dentre elas podemos citar: revolta, raiva, indignação, constrangimento, sem contar o sentimento de ameaça por que somos tomados nas abordagens feitas pelos flanelinhas. O cidadão se sente principalmente indignado porque paga seus impostos, que não são poucos nem baixos, e ainda fica refém dos tomadores de conta de carros, cuja negativa em não permitir a intervenção pode representar sérios danos aos seus veículos.
E na sua maioria não se trata de menores: são homens que nos dirigem olhares ameaçadores e atitudes intimidadoras, levando pânico principalmente às mulheres e chegam ao tamanho absurdo de concorrer com os mesmos espaços destinados à Zona Azul, que também é questionável, mas tolerado pela sua finalidade social. É um assunto que deve ser tratado como questão de segurança pública, posto que envolve a segurança física e patrimonial do contribuinte. Segurança Pública é função indelegável do Estado e, no pleno exercício da cidadania temos o dever de reivindicá-la.
A propósito do Encontro dos Comandantes da PM que ocorre em Londrina, seria oportuno que este assunto fosse colocado em pauta e que alguma atitude concreta fosse tomada, por se tratar de um mal que aflige todas as cidades de maior porte. Estamos pedindo simplesmente que os órgãos de segurança pública desempenhem seu papel constitucional, garantindo aos cidadãos a proteção que lhes é devida e nos dando a sensação da correta destinação dos nossos impostos.
Conclamamos o engajamento de toda a população nesta cruzada, para que não aceite passivamente e com servilidade tal situação, e que nossos representantes políticos municipais, estaduais e federais se mobilizem para devolver a tão sonhada tranquilidade à população.
HELEMILTON DIAS DE OLIVEIRA, Londrina
Modernidade
Nunca houve tantas transformações ao mesmo tempo. Quem nasceu nos séculos 16, 17, 18 e 19 começou e terminou o século no lombo de um burro, na carruagem, na diligência. Quem nasceu no século 20 está vivendo uma era de grandes avanços tecnológicos, sobretudo na área de telecomunicações. O telefone, o fax e a internet diminuiram as distâncias entre os povos, fazendo com que a convivência no planeta adquirisse una sensação de estarmos em uma aldeia global onde podemos, se quiser, estar a par de qualquer acontecimento no mundo.
Entretanto, além de todas essas favoráveis, o leitor instruído não demora perceber que as telecomunicações têm também um papel fundamental quanto à redução da poluição atmosférica com a desaceleração da intensa utilização do petróleo, pois nesse século o setor automobilístico teve grandes progressos paralelos à comunicação em massa, o que conseqüentemente aumentou em números alarmantes da emissão do gás carbônico no ar, o maior vilão à destruição da camada de ozônio. A situação climática poderia ser muito diferente se em pleno modelo de desenvolvimento capitalista de hoje a informação fosse essencialmente motorizada.
SIDNEY BISPO DOS SANTOS, Mamborê
Polícia
O trabalho deste órgão de comunicação tem se pautado na mais absoluta seriedade. Sabemos do compromisso desta Diretoria e sua equipe de funcionários no sentido de fazer um jornalismo sério, com isenção total nas notícias levadas ao público. No entanto, não poderíamos deixar de considerar que houve precipitação na divulgação de nomes de policiais, sem ao menos dar-lhes o mínimo direito de defesa. Os maiores criminosos do País exercem seus direitos na plenitude. Por qual razão também não dar a estes servidores o mesmo direito de defesa, ou seja, de primeiramente prestarem suas versões dos fatos para, só depois, ser fornada uma opinião à respeito do assunto?
Na oportunidade, não estamos fazendo a defesa dos policiais (isto será patrocinado por seus advogados). Estamos ressaltando apenas o direito mínimo que todo cidadão tem de exercer sua defesa. No caso em questão, antes mesmo de tomar as declarações dos policiais citados no caso, o corregedor encarregado pelas investigações disse que ''haviam seis policiais envolvidos'', sem esclarecer no que consistia este envolvimento. As declarações foram precipitadas, tanto que levou a cúpula da Polícia Civil a determinar o afastamento do corregedor.
Esclarecemos, ainda, que um dos policiais citados tem mais de 30 anos de serviços prestados na Polícia do Paraná, sendo mais de 15 anos somente em Maringá, inclusive com vários elogios em sua ficha funcional, a mais recente delas, envolvendo a prisão dos autores do seqüestro ocorrido ano passado nesta cidade, caso que ganhou repercussão nacional. Todos os demais policiais têm extensa ficha de relevantes serviços prestados à comunidade maringaense. Enfim, as circunstâncias recomendam cautela, pois pode colocar em jogo toda urna carreira de bons serviços prestados, tal como ocorreu na Escola Base, em São Paulo.
Entendemos que a equipe da Folha, com toda sabedoria que é peculiar a este importante órgão de comunicação, poderão formar uma opinião isenta e justa depois que tomar conhecimento da conclusão final das invsetigações.
VALTER DE SOUZA, delegado regional
ANTONIO VALMIR FERNANDES, representante da Associação dos Funcionários da Nona Subdivisão Policial de Maringá





