CARTAS
Mulheres/mães
Dia Internacional, semana, mês, ano, vida de mulher. Temos muito o que comemorar. Nós somos as responsáveis pela maior das responsabilidades que a nós foi confiada: gerar futuros homens e mulheres, educá-los, dar-lhes amor, discernimento, respeito, responsabilidades... Gostamos de ser as primeiras em tudo: a primeira troca de fralda, a primeira mamadeira, a primeira a sentar no primeiro, lugar da fila e aplaudir aquela dança ou a peça de tetro da escola. Às vezes, perdemos o controle, a paciência e o limite, mas nunca o amor. Precisamos lembrar e comemorar todas as nossas conquistas: o crescimento profissional, a luta pela igualdade de direitos e o novo companheiro.
No entanto, não devemos esquecer que tudo isso pode ter acarretado para muitas mulheres um acúmulo de tarefas e tensões diárias que acabam tirando o primeiro lugar das mães. A dupla e até a tripla jornada de trabalho faz com que a quantidade de tempo com nossos filhos se torne cada vez mais escasso. As mães agora podem ser as avós, as tias, as babás, as enfermeiras e as vizinhas. Não que tenhamos que desistir, mas precisamos dentro de nossas diferentes possibilidades continuar em primeiro lugar com nossos filhos.
Pode ser a mãe adotiva, a mãe avó, a mãe tia, todas elas tem um papel importante. Pode ser negra, branca, ruiva ou amarela, todas têm o mesmo valor. Não vamos deixar que nossas novas conquistas afetem a maior de todas elas. o amor de nossos filhos. Parabéns a todas as mulheres/mães.
ANA CRISTINA PEREIRA, Londrina
Partidos
Embora há muito tempo esteja tentando compreender o sentido da expressão partido político, confesso que tenho encontrado muitas dificuldades. Imaginei que pudesse ser algo como: tomar partido de, significando demonstrar concordância com as ideologias de um grupo organizado e representado. No entanto, nem sempre foi possível encontrar essa correlação observando a atuação de nossa classe política. Resolvi, então, procurar no dicionário a palavra partido. Novamente, alguma confusão: Associação de pessoas unidas pelos mesmos interesses, ideais, objetivos, liga. Utilidade, proveito, vantagem, ganho.
Bem, talvez seja uma dificuldade minha compreender esta importante questão semântica, mas o certo é que ainda não estou convencido qual das definições acima é a melhor (está certo, devem existir muitas outras). Vamos a alguns casos concretos. Um certo senador do Paraná formou-se nas fileiras oposicionistas do velho MDB, mudou-se para o PP, depois foi para o PMDB, circulou pelo Planalto pelo situacionista PSDB e agora, de retorno à campanha para o governo, circula defendendo o perene Brizolismo. Isso mesmo, o PDT, aquele que levou o bi-governador do Estado ao Executivo há oito anos, antes de mudar-se para o PFL, sempre visto sob uma ótica fisiológica-direitista.
Também é certo que gastar algum tempo discutindo se alguém é destro ou sinistro, é algo bem sem-sentido no mundo da política. E como esquecer o famigerado Centrão, que terminou por viabilizar a transição democrática. E como é interessante observar alguns de nossos grandes nomes percorrendo todo o Estado mobilizando lideranças, levando-as à filiação em dado partido e, logo em seguida, abandonando-a para tudo recomeçar quando resolver trocar de partido. Não é difícil encontrar alguém que tenha disputado cada eleição por um partido diferente. Até mesmo encontrar adversários carregando a bandeira de outro na eleição passada.
Como é interessante acompanhar as campanhas a deputado ou prefeito, onde se vence uma campanha por uma sigla e logo em seguida se troca por outra, mais conveniente ao interesse do povo! Vemos com frequência pessoas dizendo ser o seu partido que resolveu tal ou qual problema, que diga-se de passagem, continua bem ali, diante de nossos olhos.
Talvez fosse esse o momento de trazermos a público o que realmente cada partido político tem como ideologia, quais são seus planos e projetos, como pretendem enfrentar graves problemas nacionais como a reforma agrária, a segurança pública, as epidemias, a má distribuição de renda e o analfabetismo velado que os números escondem. No que realmente acreditam. Assim o eleitor poderia escolher seu candidato ou partido por uma ótica diversa daquela das agências de marketing.
E se algum dia esses nossos partidos resolverem tornar verdadeiramente público qual realmente é sua identidade, seria adequado que também os políticos a conhecessem. Quem sabe nossos partidos políticos não fossem menos partidos.
EDSON TAVARES, São Pedro do Ivaí
Lago Igapó
Concordo e reforço as reclamações do leitor Helemilton Dias de Olivieira, em carta publicada na edição de domingo, dia 10, quanto ao estado de abandono das pistas de caminhadas nas margens do lago Igapó. Além da sujeira e do mato, imperam os ciclistas que, desde cedo (sete horas da manhã), ameaçam a integridade física de todos e dirigem gracejos às senhoras que ali buscam saúde e paz.
JOSÉ NOGUEIRA FILHO, Londrina





