CARTAS
Cooperativa
Foi motivo de grande satisfação termos visto nosso trabalho destacado por esse conceituado jornal nas edições de domingo, dia 3, com chamada de capa e extensa reportagem, e no editorial de segunda-feira, dia 4. A reportagem especial, enfocando o crescimento da Integrada e principalmente o trabalho do GDT, grupo de produtores ligados à regional de Mauá da Serra, repercutiu de forma bastante positiva no setor agrícola paranaense e no meio cooperativista. O editorial reforça nossa crença no cooperativismo como o caminho mais seguro para pequenos e médios produtores rurais viabilizarem suas atividades.
Parabenizamos o jornalista Sílvio Oricolli pela brilhante reportagem que traduziu com extremo profissionalismo e fidelidade os resultados obtidos pelos cooperados da Integrada daquele município. A Folha expressou com apurado senso as dificuldades enfrentadas pelo agricultor na atual conjuntura brasileira.
CARLOS YOSHIO MURATE, presidente da Cooperativa Agropecuária de Produção Integrada do Paraná
Dia da mulher
Quem não sentiu ternura por esta mulher que hoje é reverenciada? Nunca é demais falar desta mulher que nos acompanha como parceira, amiga ou quem sabe .... hoje até distanciada de nós? Desfile ela nas passarelas do mundo, ou nos corredores das nossas casas, como suave brisa ou vendaval ao nosso lado... À mulher de todas as cores, idades e credos, lágrimas e sorrisos, esta crônica...
Ternura. Não pedi para acontecer, nem você, mas como negar tudo? Do mel dos seus olhos eu bebi, me embriaguei na ternura, recebi e nos poucos dias que juntos estivemos, mais de mim entreguei do que a todas as mulheres que conheci. Das profissionais dos sentimentos mercantilistas e travestidas vestais que só detêm a aparência da meiguice, recebi unicamente horrendas medusas. Na mulher que comigo se aventurou no alpinismo melhor, encontrei a desejada e procurada parceira, que atravessando os sonhos do menino e do homem, me levou a debruçar sobre os seus segredos, colhendo na concha da sensibilidade... lágrimas e sorrisos.
Quando aqui estiveste, tudo virou festa, meu coração saltou obstáculos considerados intransponíveis, pipas ao vento soltou criança se tornando, e no homem acentuou ainda mais o carinho, respeito e desejo. Por horas cavalgamos o desejo e o amor (estranho amor!), que aconteceu como um tornado em meio a um céu considerado calmo. Nosso primeiro encontro: mãos tremeram na busca, bocas se deleitaram no contato, olhos e sensibilidades se encaixaram; o repouso e as ternuras há muito desejadas se derramaram em lençóis; braços e abraços fortaleceram pontes que se imaginavam dinamitadas.
Nada arquitetamos, nada medimos em pranchetas, nem em ditames literários, quando nasceu A mulher, mas vi e vivi você, ternura, e no local mais sadio e alegre do meu ser repousa aquela voz de menina sapeca, carinhosa e ousada da qual só nós dois conhecemos o tom, e que diz: Não faz isso com a gente não? Melão, Pavê, Quero, Pêra... algumas de nossas senhas! Simples, sinceras, autênticas, e só nossas! E filmes como Cidade dos Anjos, Melhor Impossível e Pontes de Madison falarão por nós e nossa terna história. A verdade dos teus olhos mel-esverdeados jamais se perderá; a profundidade do oceano, riacho não pode se tornar. Aqui estou. O antes de nós na lápide dos esquecidos ficou, pois medido e focado fui naquele dia, não pela Asahi Pentax que te fotografou, mas pelos teus olhos, que na cumplicidade me escolheu dentro da multidão. Você que vive em mim, ternura de mulher.
LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
Felicidade
Sou ávido leitor dos artigos de Walmor Macarini, ora concordando totalmente com seus conceitos, ora discordando parcialmente. Para pegar um gancho na opinião publicada de uma das leitoras da Folha, também partilho da opinião do colunista de que devemos buscar a felicidade material, até porque a merecemos como filhos de Deus que somos em experimento terreno. Porém, o que devemos jamais esquecer é que somos espíritos eternos em estada fugaz aqui na Terra, por isso devemos sim priorizar o cultivo das coisas do espírito. Coisas do espírito a que me refiro podem ser entendidas como a sabedoria, a consideração efetiva e autêntica pelo próximo, o amor em toda sua dimensão, e até mesmo a paixão, desde que com potencial de conversão em amor. Devemos encarar os benefícios materiais que encontramos ao nosso dispôr como meios, jamais como fins em si mesmos; devemos conquistá-los e merecemos de fato usufruirmos deles, mas sempre conscientes de sua real função, a de instrumentos indispensáveis à nossa evolução moral-espiritual a partir do experimento de nossa existência atual. O que pode ser perigoso é encarar as coisas mundanas ou espirituais dentro de uma concepção unilateral e polarizada.
Melhor para nós aqui na Terra e sermos humildes é trilharmos o caminho do meio, suportando a tensão entre os dois pólos o espírito e a matéria até que possamos, devidamente habilitados, galgarmos mais um degrau rumo à plenitude, que consiste na verdadeira felicidade. Eis que, antes de tudo, o que nos convém é buscar o equilíbrio, e não tentarmos queimar etapas, dado o nosso ainda prematuro nível evolutivo.
RICARDO GARCIA, Londrina
Correção
O nome do senador Osmar Dias (PDT) foi grafado de forma incorreta na edição de ontem (página 7 do primeiro caderno) da Folha.
O nome do secretário do Governo de Curitiba é Benoni Manfrim e não como foi grafado ontem, na matéria sobre o pedido de demissão da presidente do Conselho Municipal da Condição, Isabel Mendes.





