CARTAS
Greve
Muito lamentável e reprovável essa injustiça que se comete contra a classe discente da Universidade Estadual de Londrina. Incalculáveis prejuízos, sob todos os aspectos, advindo de tal movimento que pode ser considerado lesivo, ao submeter uma parcela de cidadãos brasileiros a ter seus direitos usurpados, sem meios de defesa. Veja-se o tópico da alimentação dos universitários no restaurante da universidade: o preço por refeição é de R$1,30, suportado por mais ou menos 2.500 alunos diariamente, inclusive, às vezes, por visitantes (pais, parente, etc), cuja frequência o movimento grevista incorporou. Com isso, o universitário precisou frequentar restaurantes na cidade, desembolsando, no mínimo, R$3,00 por refeição, prejudicando-se monetariamente em mais de 100%, além da perda de tempo nos estudos, na condução, etc. Se a Carta Magna garante ao cidadão o pleno exercício de cidadania, como de ir e vir, não se pode querer obstar a livre movimentação para se alimentar. Grande é o número de estudantes alienígenas, vindos de outros Estados da Federação. Muitos voltaram para suas cidades, outros se encontram paralisados, pois até a Biblioteca lhes foi proibido de desfrutar, prejudicando a cultura acadêmica durante esses seis meses sem aulas. Alguns rescindiram as locações de apartamentos, com sérios prejuízos, indo embora. Outros transferiram-se de estabelecimento escolar, muitos perderam empregos em pensões, repúblicas, no comércio afetado. Não vamos falar do Hospital Universitário, dos laboratórios e da gama de serviços afetados. Se formos abordar e enumerar os danos materiais, morais e educacionais nos campos ligados a Universidade e equacioná-los em finanças, gastos, tempo precioso, vai-se muito longe! Quem arcará com possíveis indenizações? As perdas, num conceito amplo, têm que ser ressarcidas, pois na alçada da Justiça casos de danos menores são indenizados. Cada um responde por seus atos, mesmo legais. O corpo discente, que nada tem a aver com isso, vem ser o grande prejudicado. O bode expiatória das reivindicações.
GEORGE MANFRED PLATZECK, Dracena (SP)
Riquezas
Concordo quando Walmor Macarini diz que dinheiro é bom, e desejar tê-lo não é nenhum pecado. Óbvio que se deve ganhá-lo honestamente e que ele esteja a serviço do homem, não o homem escravizar-se a ele. Porém, não devemos querer somente o que há de melhor em forma de matéria nesta terra. Embora o dinheiro traga riquezas materiais existem outras formas de riquezas: as riquezas espirituais. Penso que todo ser humano deveria ter o desejo de buscar essas duas formas de riqueza. Progredir de forma material é bom para esta vida. Progredir de forma espiritual é igualmente bom para nossa vida terrena. Ao crescermos em espírito e em entendimento seremos melhores seres humanos e consequentemente teremos um mundo/uma terra melhor a nossa volta. A riqueza espiritual é vital para nossa vida terrena assim como para nossa vida no mundo espiritual (pós-morte, céu). Concordo também quando diz que O homem nasceu com o dom de ser feliz pois sei que ...os homens existem para que tenham alegria (Livro de Mórmon - 2 Ne 2:25). No entanto, só existe um caminho para a plenitude dessa alegria: é por meio de Cristo. E isto é explicado nas escrituras : ...para que meu gozo permaneça em vós, e vosso gozo seja completo (João 15:11), de onde também temos a promessa de que ... a vossa alegria ninguém vo-la tirará (João 16:22).
MARIA TEREZINHA PAVAN CORDEIRO, Londrina.
Fazenda Rio Grande
A cidade de Fazenda Rio Grande, região metropolitana de
Curitiba, está abandonada por um desgoverno municipal que
dá as costas para as questões sociais que a população
enfrenta. O setor de saúde pública é um caos, não tem
remédio para nada nos sucateados postos de saúde. O
cidadão, para conseguir uma simples consulta, tem que
madrugar nos postos, e acabam geralmente encaminhados
para Curitiba, e não conseguem nenhum remédio. O
diabético principalmente, sofre com a falta dos
medicamentos. A segurança, que nunca existiu na cidade,
está tomando conta do municipio com acontecimentos que
apavoram os moradores, roubos, assaltos, assassinatos,
entre tantas desavenças criminais abalam o município. Jovens de vila estão virando bandidos às vezes pela
falta de educação dos pais, e pela falta de um ensino
público menos liberal, e mais concentrados nos valores
familiares e sociais. Os matos estão tomando conta das
ruas pela falta de manutenção e corte. Um terminal de
ônibus foi fechado obrigando o povo a atravessar a BR
a pé, cortaram a linha gratuita que fazia este trajeto.
Temos vereadores, em sua maioria que defendem somente
projetos da administração atual, ignoram projetos
importantes que beneficiariam a
grande maioria excluída da sociedade local. Queremos
segurança, saúde, infra-estrutura, e principalmente
políticos que tenham caráter, não sejam preconceituosos
e ignorantes!
CÉLIO BORBA, Curitiba





