Greve das universidades

A greve da UEL está transformada num verdadeiro circo de horrores no qual a platéia é praticamente obrigada a ficar imóvel e impotente, ou pior ainda, pagando pelos prejuízos, seja de um governo que não faz propostas condizentes com a realidade e com o respeito que as universidades merecem, ou do comando de greve que manipula os servidores e defende uma postura de extremo individualismo e desonestidade para com a sociedade, em especial os universitários.
Este comando de greve (nunca é demais dizer) é composto por sindicalistas estranhos à comunidade universitária, que só enxergam os próprios interesses, especialmente em ano eleitoral, e agora tem a capacidade de, em público, defender que esse afrontoso ócio continue sendo remunerado com o dinheiro dos impostos que a sociedade, grande e única prejudicada, é obrigada a pagar sob o peso da lei. O bloqueio de verbas para tais remunerações já deveria ter sido feito há muito tempo.
Alguém diga depois de tudo isso que os universitários são a razão de ser da universidade. No momento, são, na verdade, os principais prejudicados por terem suas vidas estagnadas e, assim, seus próprios direitos humanos esquecidos. Este movimento, já chamado de ‘‘paredista’’, deveria na verdade ser considerado ‘‘terrorista’’. Basta dizer que já é levantada no meio universitário a hipótese de, se a greve se encerrar em breve, outra ser iniciada no decorrer do ano. O que menos importa são as vidas humanas prejudicadas pela falta de atendimento nos hospitais ou pela perda de oportunidades de trabalho, por exemplo, dos formandos.
Se tornam, assim, exemplares atitudes como a das entidades de Cascavel (vereadores, Sociedade Rural e Amop), que manifestam justa indignação para com o movimento grevista, e principalmente a do Movimento Volta às Aulas que dá voz ao mal representado e desrespeitado corpo discente da UEL. Só espero, como membro desse corpo discente, que a Justiça seja de fato justa para com todos os responsáveis pela situação de terror que vivem as universidades estaduais.
MARCIA CAROLINE PORTELA AMARO, Londrina
Eleições
2002 é ano de eleição para presidente e outros cargos politicos no Brasil. Parece coisa de empregado, de empresa, e com certeza é isso mesmo. Felizmente os grandes colaboradores que financiam os partidos da situação também patrocinam a oposição. No nosso sistema um homem não pode chegar até o topo sem ter uma oposicão, a nossa Constituinte exige que os eleitores achem que tem opção. Isso é democracia. São essas coisas que explicam a possível aliança entre o PT e o PL, e o nível dos candidatos à Presidência, nesta republiqueta de bananas chamada Brasil.
ROBERTO TEIXEIRA, Londrina
Brasil irreal
Foi assistindo tevê que notei o quanto o Brasil melhorou e eu não sabia. Crescimento da renda per capita, produção agrícola, saúde, estradas. E não era sonho. Era propaganda eleitoral gratuita. Mas a realidade é outra: desemprego, fome, crianças desnutridas, brasileiros sem horizonte, sem perspectivas de melhora e ninguém tem culpa. Os programas eleitorais insistem em maquiar esta realidade e atrapalhar a bela imagem do Brasil irreal.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES, Porecatu
Palavras
Há duas palavras que, ora, soam tal música em nossos ouvidos, ora, triste, sombrias, arrasadoras, destrutivas; essas palavras antagônicas, usadas em todas as línguas do mundo, possuem uma força tamanha, imensurável, capaz de reger todas as ações dos homens, pois encerram em si, tanto o bem quanto o mal. Já perceberam quais são? Ei-las: sim e não! Usem-na, tanto no negativo quanto no positivo e vejam se tenho razão. Por exemplo: ódio, amor, pena de morte, morreu, salvou-se, foi absolvido, condenado, demitido, contratado, divórcio, reconciliação. A corrupção será totalmente combatida ou atingirá somente os pequenos?
Haverá, enfim, justiça, honestidade, solidariedade, distribuição justa de terras, aonde cada um possa ter um pedaço de chão, um teto, que, por direito, todo o ser humano deveria ter? O Criador nos deu toda a Terra de graça, mas os ‘‘espertalhões’’ fizeram a desgraça de a retalhar, ficaram com o maior e melhor quinhão, e o restante... para os que possam, tenham, como pagar! Afinal, concordam com as tais palavrinhas, sim ou não?
IRENE CRUZ CORRÊA, Londrina
Correção
Ao contrário do que foi publicado na edição de ontem na reportagem ‘‘Lerner oferece R$ 35 milhões para os servidores’’, na página 3, o reitor da UEL, Pedro Gordan, não participou da reunião com o governador Jaime Lerner, o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig, e o líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Durval Amaral (PFL). O reitor permaneceu do lado de fora do gabinete e as informações eram repassadas à ele por Amaral.

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