Reserva inconstitucional
A medida pretendida pelo governo do Estado em relação à reserva de vagas para alunos do próprio Estado é absolutamente inconveniente. Entendo ser inconstitucional, pois estabelece discriminação entre cidadãos em função de sua origem. É de um provincianismo a toda prova, na medida em que transforma a Universidade (cujo nome, universitas, remete para a universalidade) em algo da Província, pequeno, acanhado e tacanho. É populista, pois não resolve nem os problemas da Universidade no Paraná, e muito menos a questão da qualidade do nosso ensino público fundamental e médio. Não se é paranista por querer uma Universidade de ‘‘vizinhos’’, de ‘‘gente da terra’’; é-se verdadeiramente ‘‘Paranaense’’ quando se busca que nossa Universidade (e todo o nosso ensino) tenha uma perspectiva verdadeiramente nacional, seja dotada de investimentos que tornem o seu desempenho igual ou superior à dos melhores centros de excelência, e quando se adotam políticas que realcem o caráter NACIONAL de um ensino público de qualidade. Nada disto está presente nesse projeto de indigência mental e política.
Teofilo Bacha Filho, presidente da Câmara de Ensino Superior do CEE-PR
Atraso nos Correios
Acabo de receber, pelo serviço de devoluções dos Correios, um pacote de jornais que fora postado em 27 de março de 2001. Quase onze meses! E postado para uma cidade dentro do próprio Estado. Isso é parte de um quadro de ineficiência e de descaso aos direitos do consumidor. Nem sei mais como lutar contra isso. Precisando dos serviços dos Correios, inúmeras são as reclamações de clientes, alegando que o Jornal não chega ao destino. Quantos assinantes já perdemos! Já conversei com áreas especializadas dos Correios, já cheguei ao ponto de, junto com cada objeto postado, por instrução da empresa, ter de anexar uma carta ao chefe dos Correios de destino, pedindo que o pacote fosse entregue, já me submeti a todos os tipos de contratos, e aí estão os fatos.
Joel Camargo, diretor do Jornal Aleluia, de Arapongas
Logradouro e Logradores
Nas ruas, praças, constatamos com tristeza e indignação o abandono total, onde o mato, sujeiras, insetos, e animais peçonhentos, tomam conta dos logradouros público, fruto do logro ao votarmos oral, elegendo péssimos administradores, na verdade logradouros do povo, tidos como nossos representantes.
Abandonados ao desgoverno Lerner, juntamente com os deputados londrinenses que o acompanham, amargamos a pior administração pública de todos os tempos, com representação estadual zero.
Fomos massacrados com o lançamento do I! PT! U!!! onde a administração municipal foi alcunhada de ‘‘Monstro do lago’’, ‘‘Pesque e pague’’, ‘‘Metrô da Zona Norte.’’ Acrescento: ‘‘Curupira, ser do mato’’, pelo descaso, o mato nas ruas, lixos, praça imunda no Jardim Ideal, zona leste.
Insegurança total, blablablá, tomam água gelada, cafezinhos. O secretário de Segurança, fantasia; o governador promete e não cumpre. No governo Lerner sucatearam a segurança, a educação e a saúde. Curitiba é a exceção, onde está o reinado dos coxas brancas. Londrina, em termos de representação política, é um zero à esquerda há muito tempo.
Precisamos de ação efetiva no combate ao crime, com mais policiamento (bem pagos), armamentos pesados, escolas para menores, geração de empregos, frentes de trabalhos, combate à miséria.
Pena que um Estado tão rico, próspero, juntamente com Londrina, esteja sendo tão mal administrado. O caos estabeleceu-se e muito em breve encontraremos cartazes com os dizeres: ‘‘Visitem Londrina e o Paraná, antes que acabem’’.
Moisés dos Santos, aposentado, de Londrina
A Capital social?
Triste mesmo é vermos os pedidos de impugnaçao do IPTU passarem de 5 mil, e
o aumento no preço das passagens do transporte coletivo, que foi para R$ 1,35. Agora só perdemos para São Paulo. Isso é SOCIAL??? Tem crianças que não poderão frequentar escolas porque não podem pagar ônibus e a tarifa social só beneficia a quem ganha até R$ 360,00. Com a palavra os donos do Poder. Assim caminha a desumanidade.
Jose Pedro Naisser, de Curitiba

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