CARTAS
Brancos, negros, índios e mestiços. Todos somos irmãos perante a grandeza de Deus, que com justiça e igualdade criou a família humana. A Campanha da Fraternidade precisa ser refletida de forma profunda, de modo a ressoar dentro de nosso coração e transformar nosso interior.
Todo ano, durante a quaresma, a Igreja Católica apresenta um tema e um lema da Campanha da Fraternidade para reflexão. Quando refletimos em família como pequenas igrejas domésticas, certamente tomamos consciência da história que escrevemos e vivemos. É essencial que nós, na qualidade de cristãos, tenhamos a consciência que todos somos irmãos, filhos de um mesmo pai criador. Não basta termos consciência, é preciso vivermos como irmãos. A Igreja nos dá a oportunidade de refletirmos em mais uma Campanha da Fraternidade, cujo tema: Fraternidade e o índio; com o lema: Por uma terra sem males.
Obviamente todas as campanhas devem ser refletidas em diversas dimensões, porém, a principal delas é a dimensão social, que compreende: solidariedade e fraternidade para com o menos favorecidos ou excluídos da sociedade. Precisamos superar as divisões, de mãos dadas, irmanados no mesmo objetivo, unidos no coração e na alma.
Além da dimensão social é preciso refletir-se também sobre a dimensão ecológica, zelar pela nossa mãe natureza. A natureza é o reflexo da imagem de Deus. Como somos sua imagem, se destruirmos a natureza estamos destruindo a nós mesmos. Fomos criados para dar continuidade à sua belíssima obra e não para destruí-la. É importante nos preocuparmos com a natureza, no entanto, a prioridade deve ser o ser humano, tendo em vista que vivemos num país das desigualdades, que precisa urgentemente extirpar os insanos achaques marcados pela discriminação e injustiça.
ANTONIO CARLOS DE MELO, de Porecatu
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