CARTAS
Campanha da Fraternidade
Índios e Mestiços. Negros e Brancos: todos somos irmãos! Deus, na sua infinita misericórdia, pela Palavra Criadora, formou uma família. Somos a Família que pertence a Deus. A Campanha da Fraternidade é um eco da Palavra de Deus que precisa ressoar no nosso coração e mover as nossas atitudes. A cada ano somos convidados à reflexão de um tema e um lema que tem tudo a ver com a nossa vida e a nossa história. Na medida em que rezamos e refletimos em família, enquanto Igreja, temos chances de tomarmos consciência da realidade em que vivemos. No início deste milênio precisamos tomar consciência que somos irmãos! E precisamos viver como irmãos! Neste ano de 2002, a Igreja nos dá de presente mais uma Campanha da Fraternidade, com o tema: Fraternidade e o índio; com o lema: Por uma Terra sem Males. Acredito que três dimensões deverão estar presentes em nossas celebrações, reuniões, debates, orações e atitudes. São elas: Dimensão Fraterna, Dimensão Ecológica e Dimensão Social. Dimensão Fraterna: a Campanha da Fraternidade, ou seja, da solidariedade e da ajuda. Precisamos estar de mãos dadas e corações unidos, para que a fraternidade supere as divisões e diferenças! Dimensão Ecológica: Deus criou o homem para cuidar da natureza e não para destruí-la. Desde pequenos é importante que estejamos atentos ao cuidado com a mãe natureza! Dimensão Social: o Brasil das desigualdades necessita ser curado das doenças marcadas pela discriminação e injustiça. A Palavra de Deus cada vez mais precisa encarnar-se na nossa vida, mudando a página da nossa história: onde todos seremos e viveremos como irmãos! Que a Campanha da Fraternidade nos ajude a voltarmos às fontes da criação. Pois fomos criados à imagem e semelhança de Deus-Amor. O Amor nos faz crer num mundo mais igual e mais solidário!
PADRE SILVIO ANDREI, SAC, Assessor de Comunicação Arquidiocese de Londrina
Artigo
O artigo A máscara de um governador nu, de autoria do professor universitário Marcos Danhoni Neves, publicado nesta sexta-feira, 8, na página 2 da Folha, comete uma série de injustiças em relação ao governador Jaime Lerner. Em primeiro lugar, o governo do Estado sempre cumpriu a lei em relação às universidades que estão em greve. Quem está em situação ilegal são os grevistas da UEL, da UEM e da Unioeste, que em quase cinco meses de paralisação receberam mais de R$ 100 milhões em salários. Em segundo lugar, em todos os momentos o governo do Estado manteve abertas as portas da negociação. E negociação implica em diálogo, em se conhecer os argumentos e propostas de ambas as partes. O governo tem propostas, inclusive uma que tinha prazo de validade, sim, a do envio de um projeto de lei à Assembléia Legislativa em março, baseada no comportamento da receita tributária de janeiro e fevereiro. O que não se pode é revogar a Lei de Responsabilidade Fiscal para atender ao desejo das lideranças da greve. A Lei impõe limites e vale para todos, inclusive para os grevistas. O ilustre professor também comete injustiça ao pretender julgar um ato da assessoria do governador, de encerrar entrevista em Cascavel, sem conhecer o contexto em que isso ocorreu. Seu julgamento precipitado ignora que a entrevista já durava mais de meia hora, prazo inicialmente combinado com a imprensa, em razão de compromissos que o governador tinha na sequência. Na mesma edição, na página 1 do caderno Folha Cidade, a sindicalista Marta Beline, de Maringá, interpreta como incitação à violência o fato de o governador Jaime Lerner ter pedido o apoio da sociedade civil para acabar com a greve nas universidades estaduais. Ora, violência é o que os grevistas estão impondo à sociedade com sua recusa sistemática em retornar ao trabalho. Sociedade que contribui com o pagamento de impostos para manter as universidades e quem tem sido desrespeitada constantemente pela paralisação. Realmente, receber sem trabalhar é muito cômodo.
DEONILSON ROLDO, diretor da Agência de Comunicação Social do Governo do Estado
Aposentadoria
Nós, aposentados, estamos verdadeiramente à margem de qualquer interesse do governo. Após termos nos dedicado durante mais de meia vida ao Estado, nos vemos mais uma vez desprezados e marginalizados pelos governantes. Infelizmente governantes que nós mesmos colocamos lá. Mas, nós e nossos familiares, saberemos dar a resposta nas urnas, as eleições vem aí e certamente nosso voto terá valor. Nós aposentados necessitamos da mesma forma que todo ser humano de nos alimentarmos, nos vestirmos, comprarmos medicamentos, ou será que o Exmo.Sr. governador não sabe disso? Há mais de 6 anos estamos com o mesmo mísero salário.
PAULO RAIMUNDO TEIXEIRA, de Londrina
IPTU
Como são simplórias as explicações dos responsáveis pelo aumento do IPTU em Londrina. Eles afirmam que 67% da residências de Londrina tiveram redução no imposto, mas nem um deles disse até agora qual o tamanho dessa redução, quanto por cento diminuiu, ao passo que os que tiveram aumento com certeza foi superior e muito do que a redução prometida. Também falam da atualização da planta que não era realizada desde 1990. Talvez a atualização não tenha sido feita, mas eles se esquecem dos planos econômicos (Collor 1, Collor 2, Plano Verão, URV). Em todos eles houve uma supervalorização da moeda o que não justifica a atualização da planta e, o principal, houve uma desvalorização brutal no valor dos imóveis neste período, basta perguntar a qualquer um que é do ramo. Esses meninos doces e ingênuos responsáveis pelos aumentos de impostos esqueceram a sua doçura no palanque, lugar de promessas vazias.
ROBERTO TEIXEIRA, de Londrina





