CARTAS
Violência (1)
Acompanhamos nos jornais, rádios e TVs a escalada da violência em todo o Brasil. Somos escravos e perdemos noites de sono nos preocupando com pessoas que amamos. O presidente da República afirmou, após a morte do prefeito de Santo André, que as coisas passaram do limite mas qual é o limite? Precisamos ver pessoas de bem com dinheiro morrendo assassinadas por criminosos para que o Governo Federal parta para o contra-ataque? Enquanto as mortes aconteciam nos morros, não havia chegado ao limite. Agora chegou? Não seria a hora de mudar e unificar as polícias, treina-lás, e remunera-lás com um salário à altura de suas funções? É ridículo ouvir todos os dias que os policiais percebem salários miseráveis, que enfrentam os bandidos com revólver 38, que a frota está sucateda, etc... Há anos estamos observando inúmeros casos de violência se repetirem semana após semana, ininterruptamente, e os governos estaduais e federal inertes. Até quando veremos nossas autoridades tomando medidas paliativas e pessoas inocentes sendo assassinadas? O Brasil de hoje me lembra um poema popular anônimo da época de Canudos: Este povo está perdido/Está sem arrumação/O culpado disso tudo/ é o Chefe da Nação.
INÊS VIEIRA DANTAS, de Curitiba
Violência (2)
Nada mais inútil do que as marchas pela paz e pela não-violência. Os bandidos soltam imensas gargalhadas quando, pela televisão, vêem aqueles jovens, mulheres e crianças, de lencinhos brancos, e bandeiras com frases adocicadas e inofensivas tipo diga não à violência, etc... É como se o leões, junto com os tigres, ficassem olhando uma passeata de gazelas gordinhas e apetitosas, dizendo para o leão ir buscar sua comida em outro continente, respeitando o sagrado direito de pastar, tranquilamente, nas savanas africanas. Os EUA sempre souberam, para defesa de suas famílias, qual o caminho a seguir. Nunca aceitaram ameaça: o exemplo do Bin Laden é típico. No reino da democracia, a pena de morte é a excelência na resposta. O bandido atacou, o troco vem pesado, sanguinolento, radical e permanente. Esta é a regra do mundo, escancarada pela democracia americana, quer queiramos ou não. Bandido não quer paz no Brasil. Ele não entende esta linguagem. Está tão deteriorado, moral e espiritualmente, que sua capacidade de ver o lado bom da vida está, irremediavelmente, perdida. Não existem passeatas, campanhas, comissões de direitos humanos,, religiosos, prisões e outros paliativos que possam consertar o imenso abismo que se formou entre os bandidos e a sociedade. Sabemos que as causas da bandidagem são muitas e não são de hoje. Sabemos que as elites, a sociedade e políticos tem enorme culpa neste estado de coisas. Mas o momento é de guerra, guerra entre brasileiros, guerra suja e fatal. Ou nós ou eles.
RENZO SANSONI, de Uberlândia (MG)
ABPMC
É muito significativo, não só para Londrina e região, mas para o Paraná, que a Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental tenha transferido sua sede para Londrina com a eleição das psicólogas Maria Zilah da Silva Brandão e Fátima Conte para presidente e vice respectivamente. Os Encontros anuais da ABPMC, que eram feitos com grande sucesso e organização, em cidades de grande porte em São Paulo, são eventos de alta qualidade que mobilizam profissionais de norte ao sul do Brasil e até do exterior. Com certeza haverá também a mobilização e conscientização de toda a comunidade científica e particularmente das autoridades londrinenses na valorização da ABPMC e dos encontros anuais que acontecerão.
JOÃO GARCIA DE CAMPOS, de Porecatu
Paciência
Fevereiro. Milhares de crianças, adolescentes e jovens voltam para as salas de aula na rede pública e privada, do ensino básico ao superior. Após efetuada a matrícula, vem a apreensão dos pais com os gastos em materiais escolares e uniformes. Como poucos pais conseguem fazer uma reserva financeira antecipada para este fim, os últimos dias de férias são destinados à pesquisa por melhores preços e condições de pagamento..
Como já comprei o material escolar de minhas duas filhas, pude comprovar na prática que a diferença de valores pode variar muito de um estabelecimento para outro. Outro fator que pode elevar os custos na compra dos materiais escolares é o famoso modismo vendido pela televisão. É necessário negociar com os filhos primeiro em casa, para convencer que uma capa de caderno colorida pesa no orçamento, enquanto uma mais simples, por exemplo, tem a mesma utilidade e durabilidade que a marca vendida pela mídia. Portanto, pesquisar e evitar o modismo é a dica para economia no orçamento.
PEDRO BATISTA MARTINAZO, Cascavel
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