Sete Quedas e a ponte
No Rio Paraná há uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo, a Itaipu. Para que fosse possível construí-la foram submersas as famosíssimas Sete Quedas, que atraíram centenas de milhares de turistas. Graças a eles surgiu e se manteve por muitos anos a cidade de Guaíra. Então, nada mais justo para a preservar a lembrança das Sete Quedas, que leve seu nome a ponte ligando Guaíra, no Paraná, a Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul. O atual nome ‘‘Ayrton Senna’’ foi dado a bel-prazer de alguém. Não tem nada a ver! As autoridades da região devem corrigir o nome da ponte. Preservar sua história é fundamental.
FRATERNO MARIA NUNES, de Campo Mourão
12 anos depois
28 de janeiro. Apucarana comemora 58 anos e nós, apucaranenses, ficamos felizes por estarmos vivos e podermos acompanhar este momento de tantas realizações, que através do tempo muito almejamos. Conquistas como a transferência das festas para um lugar adequado, o parque de exposições Nilson Alves Ribeiro, e também o ‘‘Viaduto para Apucarana’’ - título de uma publicação na Folha de Londrina de 15 de fevereiro de 1990.
Isto mesmo: há 12 anos orgulhosamente tive publicada uma carta na página do leitor da Folha, reivindicando junto às autoridades e implorando em nome dos moradores das vilas Regina, Apucaraninha, Núcleo dos produtores, distrito do Barreiro e todos os apucaranenses, a construção de um viaduto nas proximidades da estação ferroviária de Apucarana. É um local onde ocorrem acidentes graves, deixando inválidas pessoas obrigadas a cruzar os trilhos e até a pular sobre os vagões em manobras. Muitas vítimas pagaram com suas preciosas vidas. Além disso, é normal ter de esperar horas em filas com os veículos, para poder atravessar os trilhos da ferrovia. Tudo isso estava registrado na carta publicada neste importante e imparcial jornal Folha de Londrina.
Muito me orgulho quando, hoje, nosso prefeito Valter Pegorer, vereadores, o governador Jaime Lerner e demais autoridades nos entregam o ‘‘Viaduto para Apucarana’’. Entre tantos agraciados, agradeço com emoção e orgulho a Folha de Londrina, por ter registrado este meu grito que hoje se torna realidade.
OSMAEL CHIAVELLI PUGA, de Apucarana
Sinalização de ruas
Louvável a revitalização da sinalização vertical nas ruas do centro de Londrina. Faço somente uma pergunta: tem que ser durante o dia, em horário comercial e sem nenhum esquema de controle de tráfego? Dias atrás foi assim, nas redondezas do Zerinho, e o fluxo de veículos ficou uma lástima (é claro, contou também com a ajuda de uns ‘‘mautoristas’’). Que tal iniciar os trabalhos após as 19 horas?
SÉRGIO BARCELOS, de Londrina
Concha Acústica
No ano em que começou a construção da Concha Acústica de Londrina, lá pelos idos de 56, a expectativa e euforia tomou conta da população.
A princípio seria a nossa primeira rodoviária, depois, com as modernizações e novas construções, ela foi se transformando num Centro de Eventos. Ali seriam apresentados shows, manifestações, enfim, uma obra para apresentar artes. Uma construção maravilhosa que ‘‘mexeu’’ com a curiosidade do povo.
Esperava-se uma coisa bonita, limpa, e de utilidade pública, ‘‘pero no mucho’’. Não ao ponto em que se encontra hoje - servindo de moradia aos desabonados da sorte, aos sem-teto, sem trabalho, sem nada... (até mesmo sem vergonha, muitas vezes). Sem dignidade.
E onde estão, senhores, os direitos humanos, a cidadnia, tão discutidos, tão apregoados ‘‘naquelas épocas’’?
Será que tudo isso (esse esquecimento geral, com o povo e com a obra do povo) é apenas para que no futuro seja colocada ali uma plaquinha ’’Aqui tem história’’? A história do nosso povo sofrido, dos viciados, dos cheiradores de cola, dos desempregados, sem perspectivas nenhuma de futuro. A história da fome, da miséria para onde estão conduzindo este país? Quando o povo será lembrado?
Envergonha e amedronta até, isso a que se resume hoje, a nossa Concha Acústica, tão esquecida também. Abandonada mesmo, fora da época dos festivais (quando são pintadas, lavadas). Fora isso, torna-se um ponto de encontro das drogas, dos desocupados, dos que não têm para onde ir e ali se alojam com seus trapos, seus colchões, suas latas, seus cães, suas garrafas da ‘‘branquinha’’ que não faltam, armando ali seu circo, seu banheiro, seu quarto de dormir, transformados muitas vezes em motel. Ao bel-prazer de quem, por ventura, por ali passar e observar.
Seria bom que alguma providência fosse tomada, em respeito ao ser humano que ali se hospeda, aos moradores do local que já se sentem inseguros, impossibilitados de usufruir do espaço com suas crianças, e também pela própria conservação da obra que um dia foi de grande importância e que ainda é um centro de eventos, de cultura. O que não combina nada com o que lá se apresenta ultimamente.
CLARICE MACHADO, de Londrina
Sequestro e futebol
Sempre fui contra a pena de morte, mas estou mudando de opinião quando se trata de sequestro. Não adianta falar que se tiver a pena de morte eles matarão os reféns, por temerem ser reconhecidos, pois já o fazem assim mesmo. Nem me adianta dizer que sequestradores são os excluídos sociais. Basta ver as mansões que estes marginais possuem. Conseguidas através dos resgates.
Outra coisa que gostaria de comentar é sobre o futebol do Paraná. Se o Paraná é um Estado na teoria, na prática são dois, onde Curitiba é capital de Curitiba e o resto do Estado é o resto. Basta ver no futebol: os times da capital de Curitiba têm todas as regalias sobre os demais. Vejam só a maracutaia que fizeram para colocar o Malutron na Copa Sul-Minas, onde só os quatro da capital estão. Se é assim, que se faça um campeonato da capital e um separado, com renda separada, com duas federações. Quero ver esses clubes da capital aguentarem.
MARCIO DICESAR BENASSI, de Sertanópolis
A crise argentina
Recentemente saiu nas manchetes dos principais jornais que a Argentina adotaria os mesmos critérios que o Brasil utilizou com o Proer para proteger o sistema financeiro. Quanta bobagem fui obrigado ouvir de ‘‘pseudos’’ intelectuais, radialistas, comentaristas, professores e pasmem, até economistas. O famoso jargão: ‘‘dinheiro pra banqueiro o Fernando Henrique tem. Para aumentar o salário ou para saúde falta...’’ Quem nunca ouviu essa conversa? Era bom dar uma passagem de ida para Argentina com permanência de seis meses para esses chutadores e perguntar a opinião deles.
Logo que ocorreu o primeiro socorro ao sistema financeiro pelo PROER, fui obrigado ouvir o dito jargão de um professor no curso de Administração Pública que conclui em Apucarana. Isso há uns 4 anos. Fiz questão de distribuir na sala, uma lauda explicando que o referido programa é auto-sustentável pelo próprio sistema financeiro. Que funciona como um seguro ou como uma previdência que aplica reservas matemática oriundas do próprio universo financeiro que o constitui.
Quisera nossos ‘‘hermanos’’ argentinos tivessem o Pedro Malan para conduzir suas economias. Por tudo isso, meus queridos leitores, quando ouvirem certos chutes sem fundamento, em forma de jargão, mesmo de alguém que se esconda atrás de um título qualquer, duvide. Mas duvide muito.
JOSELITO HAJJAR, de Londrina

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