CARTAS
Em respeito às pessoas que me acompanham, respondendo à Elvira Lopes Nascimento que escreveu nesta coluna. Como representante do Norte do Estado na Assembléia Legislativa do Paraná, gostaria de manifestar minha preocupação com o prejuízo que todos nós estamos tendo com a greve na UEL. Prejuízo não apenas na estrutura física e acadêmica, mas um prejuízo irreparável também no desenvolvimento social e econômico de nossa região. Todos nós perdemos porque estamos direta ou indiretamente ligados à UEL.
Como relator da CEI das universidades, na Assembléia Legislativa, acompanhamos os assuntos que dizem respeito à educação, dentre eles a greve nas universidades.
Não questionamos a autonomia universitária, mas sim o direcionamento dos recursos repassados. Em 1994, a UEL recebia do Estado R$ 29,3 milhões, tendo 1.512 professores, 1.910 funcionários e 10.772 alunos. Em 2001, a UEL recebeu R$ 114 milhões, com 1.483 professores, 3.725 funcionários e 13.283 alunos. O valor recebido no último ano é muito superior ao de 1994. Sem dúvida, o número de doutores e mestres aumentou, mas questiono a melhor distribuição de salários. Para o Estado, cada aluno custa em média R$ 1 mil.
Outro ponto a ser abordado é que damos muito para a União, mas recebemos muito pouco - comparando-se com os outros estados da federação. Temos apenas uma universidade federal e cinco estaduais, enquanto Minas Gerais tem 12 federais e nenhuma estadual, o Rio Grande do Sul seis federais e nenhuma estadual, o Rio de Janeiro sete federais e uma estadual. Será que não é hora de termos outras universidades federais?
Não estamos ausentes. Recebemos muitos em nosso gabinete parlamentar. Estamos buscando junto ao governo soluções para o problema da greve, pois acompanhamos de perto a preocupação de muitos professores, funcionários, alunos, familiares e a comunidade de modo geral - que clamam uma solução.
MOYSÉS LEÔNIDAS, deputado estadual pelo PSB
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