CARTAS
Todos viraram as costas
O relatório de impacto, feito pela UEL e publicado pela Folha no dia 15, deixa claro o que o Paraná já sabe. As instalações das universidades estaduais estão se deteriorando com lixo, mato, goteiras, calhas entupidas, salas inundadas, piscinas com focos de Aedes. Na área acadêmica, prejuízos incalculáveis com suspensão de vestibular, de formaturas, de projetos de ensino, pesquisa e extensão à comunidade, de prestação de serviços pelo HU etc. Após quatro meses de paralisação, um milhão de habitantes que formam a população dos três municípios atingidos são afetados de alguma forma pela greve.
Estamos todos exauridos, sim, por esse movimento grevista que se tornou um desastre para o Paraná. Mas o que têm feito os políticos que nos representam? Onde estão os senadores do Paraná? Onde estão os deputados federais Alex Canziani, Luiz Carlos Hauly, José Janene? Onde estão os deputados estaduais Moysés Leônidas, Luiz Carlos Alborghetti e Antônio Carlos Belinati (citando apenas os eleitos por Londrina)?
Todos viraram as costas para o nosso desastre e gozam suas férias muito bem pagas por nós, paranaenses. Mas brevemente eles estarão de volta tentando nos enganar novamente proclamando-se os defensores do Paraná.
Convoco todos os paranaenses verdadeiramente preocupados com o drama dos doentes sacrificados, com os milhares de universitários sem aulas e com a deterioração do patrimônio das universidades a darem uma resposta nas próximas eleições a todos os políticos que irresponsavelmente viraram as costas ao problema que afeta a todos nós.
Que a nossa resposta ao silêncio, ao descaso dos políticos paranaenses seja dada pela nossa voz silenciosa diante das urnas.
ELVIRA LOPES NASCIMENTO, professora universitária, Londrina
De quem é a culpa?
O governador Jaime lerner disse que ele não é o culpado pela greve nas universidades. E não é mesmo, assim como não é culpado pelo pedágio, pelos extraordinários gastos com propagandas inúteis, não é culpado pela quebra do Banestado, não é culpado pelo estado calamitoso das estradas estaduais, não é culpado por apadrinhar montadoras semi-falidas em seus países de origem, não é o culpado pelos gastos com os Jogos da Natureza, não é culpado pelo endividamento do Estado, não é culpado por brecar a CPI Copel-Sercomtel devidamente aprovada pela Assembléia Legislativa, não é culpado pelo desastre do títulos podres.
Este governador não pode ser o culpado por todas estas mazelas, pois esteve preocupado com o casamento da filha lá em Nova York, depois visitou o Papa, depois a estréia da filha, o engravidamento da mesma, o nascimento, o batismo do netinho entre tantas outras viagens. Como o governador esteve a maior parte do seu mandato viajando mundo afora não pode mesmo ser culpado por essas e tantas outras jogadinhas menores tais como antecipação do IPVA, a antecipação dos royaltes da Itaipu, aumento do ICMS.
Os verdadeiros culpados somos nós que o elegemos, reelegemos e elegemos esse bando de deputados que aí está e lhe dá cobertura. Errar uma vez é humano, duas é. Desculpe governador se alguém, em algum momento, neste nosso rincão pensou em lhe imputar algum tipo de culpa. Desculpe senhor por causar tantos aborrecimentos quando Vossa Excelência retorna de suas tediosas e cansativas viagens pelo primeiro mundo.
TARCISIO MARTINS, Londrina
Todos têm fé
Como o tempo passa ligeiro. Estamos em ano novo. O amanhã será melhor? Cremos em dias melhores. Vamos esquecer o ontem, viver o hoje e ter fé no amanhã. As contrariedades do passado não devem nos abater. Temos mania de criticar tudo, passando uma falsa imagem de perfeccionsita. Falamos dos desmandos políticos, incoerências administrativas, desníveis sociais, imoralidade e o desamor que campeia em toda parte. O que fazemos para melhor isso? Nada. Não adianta falar, é preciso fazer. Isso acontecia desde os mais remotos tempos. Aristóteles foi muito teórico, não vivia o que falava. As idéias aristotélicas eram maravilhosas e econtavam a todos.
Alastrava-se por toda Grécia a escravidão provocando uma triste desumanidade e Aristóteles calou-se quando devia falar em defesa dos escravos. Jesus foi diferente por diversas vezes colocou-se ao lado dos discriminados. Ele cumpria o pensamento de Aristóteles: O difícil é irar-se no momento certo, pelo motivo certo e na medida certa.
É inegável que todos têm fé, pois ninguém vive sem ela. É algo que não se vê, mas se aceita. Quem sabe a fé que remove montanha possa resolver os problemas do mundo. religiosamente, a fé compromissada é um dom inexplicável, um mistério, uma carta branca que Deus nos passa às mãso e que espera que a aceitemos e trilhemos com o Espírito Santo.
Voltemos às igrejas e tenhamos fé que existe algo mais na vida do que apenas uma existência material. Certamente com fé, trabalho, esperança e amor, unidos de mãos dadas, surgirá exitosamente uma soecidade mais justa e consciente.
OSVALDO CARDOSO RIBEIRO, Londrina
- As cartas devem ser digitadas, assinadas, com no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail: [email protected]





