Greve das universidades


A população já não suporta o caos instalado em Londrina. A greve dos funcionários da UEL alcança dimensões catastróficas. Quem passa pela universidade percebe e, literalmente, vê o descaso e o abandono. É triste constatarmos que a nossa universidade – aquela mesma que está entre as 10 primeiras no ranking das instituições públicas de ensino superior do País – simplesmente foi esquecida e está em processo de deterioração acelerado.
Mais que isso. O problema não é apenas de ordem estética ou paisagística. O caos ultrapassou o cenário universitário para atingir diretamente a população de Londrina e região. Além da paralisação do Colégio de Aplicação, do Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos, dentre outros, a greve atingiu os serviços essenciais de assistência médica e hospitalar. A população de modo geral sofre os efeitos negativos da paralisação: comércio, setor hoteleiro e imobiliário, citando exemplos. No entanto quem paga o preço mais alto é a população carente que depende do atendimento prestado pelo Hospital Universitário (HU). A sociedade precisa da universidade funcionando em sua plenitude. Há que ser encontrada uma solução equitativa no sentido de chegarmos ao final desse impasse.
UZIER DE CARVALHO,
presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e região
A greve dos professores das universidades estaduais do Paraná merece todo o apoio dos paranaenses. Apoiar a greve é apoiar um ensino de qualidade. Isso só se consegue com investimentos e com salários e condições de trabalho dignas. Quem está em total falta de sintonia com o Estado é o grupo que hoje se encastela no Palácio Iguaçu. A falta de diálogo, a arrogância e a incompetência vem exatamente daí. A greve limita dois campos distintos: o daqueles que apostam em um futuro melhor e que por isso estão em greve e o daqueles que fazem uma política de terra arrasada, levando à falência um Estado próspero como o Paraná.
JOSÉ ANTONIO MARQUES CARRER,
Rio de Janeiro
A universidade está em crise? A universidade não está funcionando, os estudantes não estão tendo aula, os pesquisadores pararam seus projetos, a comunidade deixou de ser atendida pelo HU. E o que explica isso? Há algo de errado na universidade. Do enfermeiro à faxineira, os funcionários não recebem pela dignidade de suas profissões, salários que em muitos casos não garantem condições mínimas para o sustento de uma família. E esse problema é só deles? Será que a universidade é o único órgão público em que seus funcionários estão descontentes com o que ganham? Será a universidade o único órgão público em que seus usuários estão descontentes com os seus serviços? Não é! O mesmo acontece com toda a educação pública, a saúde pública, a segurança pública, o saneamento público, com tudo o que é público e de responsabilidade do Estado.
Agora, a resposta para a pergunta inicial: quem está em crise é a sociedade, com a incompetência e corrupção desses governos. E é a mesma sociedade que deve se mobilizar para defender seus interesses e não atacar quem já está mobilizado. É preciso defender não só a universidade e sim todo o bem público que se desfaz nas mãos desses governos de meia-dúzia. E não venham dizer que a saída é privatizar o que é público, porque é justamente esse o objetivo deles. A saída, pois, é expulsar da administração pública quem está comprometido com a sua destruição.
ANDRÉ DE SOUZA VIEIRA,
Ivaiporã

Novo projeto

Parabenizo a Folha de Londrina pela sua nova ‘‘aparência’’. A Folha do Paraná retirava um pouco da grandeza da cidade de Londrina, sede da empresa. Como pé-vermelho agradeço a mudança, pois o nome da cidade está singularmente representado pela Folha de Londrina no Paraná e demais cidades fora deste, uma vez não deixa a desejar em nada diante de outros jornais nacionais e estaduais, como se pode observar pelos seus cadernos. Está excelente!
ALEXANDRE STURION DE PAULA,
Londrina

Jardim Albatroz

Gostaria que a prefeitura tomasse uma providência, porque no Jardim Albatroz, na Rua Marco Pólo, existe uma construção de um condomíinio fechado, que se encontra abandonado, cheio de lixo e malandragem, que denigrem a imagem do nosso simpático bairro. É urgente.
CÉLIA MARIA DA SILVA TASHIMA,
Londrina

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