CARTAS
Greve das universidades
É uma situação preocupante a greve de mais de 100 dias da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que atinge diretamente os alunos da instituição, que estão com os sonhos de conclusão dos seus cursos adiados e a perspectiva de inserção no mercado de trabalho também, aumentando o sofrimento de tantas pessoas de Londrina e de outras regiões do Estado e até fora dele, que dependem dos serviços competentes e valiosos dos hospitais. Neste período, muitas consultas, cirurgias e outros procedimentos foram cancelados, agravando a situação e colocando em risco muitas vidas. É no mínimo estranho o silêncio e falta de preocupação dos nossos representantes políticos (Londrina e região) nas grandes questões. Estes pseudo-representantes, na prática parecem não existir, pois não temos visto e nem ouvido nenhuma manifestação sobre a
greve da UEL, bem como sobre a escalada da violência na região de Londrina, que está se tornando uma terra sem-lei.
Não obstante estarmos em um ano eleitoral, até o momento os nossos ilustres representantes, estão fazendo a política do avestruz. Contudo, nos próximos dias, devem começar a reaparecer, caminhando pelo calçadão de Londrina, nas feiras ou locais de grande concentração de pessoas, para dar tapinhas nas costas do povo e dizer que estão de volta. Os espertalhões aparecerão ou reaparecerão, para tentar nos enganar novamente, com discursos e propostas que são objetos de preocupação por parte deles, somente nos momentos que antecedem as eleições.
Não sejamos enganados novamente. Vamos fazer um foro constante de discussão dos problemas que atingem a nossa região, não vamos delegar o exercício da cidadania a terceiros, que os problemas objetos de nossa preocupação sejam discutidos por um número cada vez maior de pessoas da comunidade, realmente comprometidas com a causa.
LOURIVAL BARBOSA, Londrina
Toxoplasmose
Quero parabenizar a Folha pelo esforço em divulgar a realidade do problema que estamos enfrentando em nosso município: o surto de toxoplasmose em Santa Isabel do Ivaí, cidade onde nasci. A Folha é o único jornal a noticiar exatamente o que se passa por aqui. Outros órgãos da imprensa estão sendo manipulados, só falam ou publicam o que é autorizado. Pelas reportagens da Marta Medeiros, o povo paranaense pode acompanhar a nossa triste verdade. Todos os outros meios de comunicação se submetem à palavra da secretária da Saúde ou de algum manda-chuva da administração municipal
Ou seja, tudo acaba por se tornar assunto privativo, ao invés de civil. Não há divulgação do problema, falam como se a situação já estivesse sob controle, mas vivemos um caso de muitas suspeitas e intrigas. Enquanto isso, uma população inteira sofre sem saber do que, exatamente, e qual vai ser a perspectiva disso daqui alguns anos.
ELEN DAYANE ALMEIDA, Santa Isabel do Ivaí
Estacionamento
O novo sistema de estacionamento rotativo Estar em funcionamento em Maringá, vem de encontro às aspirações do combalido cidadão maringaense, sedento por lisura, honestidade e seriedade no trato da coisa pública. A ruptura do contrato com a concessionária e empresa detentora de tecnologia dos parquímetros (TecPark) põe fim a uma série de fatos estranhos e irregulares que envolveram o processo de licitação e contratação desta empresa pela gestão municipal anterior, a das colheitadeiras. Episódio como o anúncio de concorrência pública municipal, que deveria ter sido publicado no Diário Oficial do Estado e em jornais de circulação estadual, mas não foi feito, ficando publicado apenas na região, fere o processo licitatório, privilegiando apenas uma empresa já previamente contactada.
O sistema Estar está dentro da lei e ao reassumir o estacionamento rotativo nas ruas centrais de Maringá, o Poder Público Municipal cumpriu uma promessa de campanha e rompeu um contrato que era lesivo ao patrimônio público e aos bolsos de cada um de nós, portanto, merece ser prestigiado.
ANTONIO SÉRGIO NEVES DE AZEVEDO, Maringá
Dom Geraldo Fernandes
Claretiano, elevado a primeiro bispo da então gigante Londrina, esse prelado era sábio, quanto humilde e, agora, na Pátria Celeste, mais um santo. Conheci-o em 1957, quando veio a Rolândia, abençoar o jantar das Damas de Caridade, entidade que tinha a piedosa senhora dona Martinha Ribeiro de Oliveira como presidente e alma dessa associação. Depois, tivemos ocasião de assistir a uma aula de Direito Romano na Faculdade, primeira turma. Ótimo expositor, com o poder de síntese. Fundou, com a irmã Lêonia Milito, a Congregação Marcial das Claretianas. Ainda adoentado foi à África, em missão da Ordem. Arcebispo, recebeu de todos o aplauso pela ótima construção da nova catedral e inúmeras obras. Dom Geraldo Fernandes, lá do céu abençoai a todos quantos labutam neste prodigioso Norte do Paraná, que a Folha de Londrina muito bem retrata, todos os dias!
FLÁVIO ROPELATTO, Curitiba
Correção
Diferente do que foi publicado na reportagem de ontem sobre as consequências da greve para a Universidade Estadual de Londrina (UEL), os processos de reconhecimento dos cursos de Desenho Industrial, Engenharia Elétrica, Arquivologia e Artes Cênicas foram suspensos, e não cancelados.





