CARTAS
Zerão
Andávamos de bicicleta no Zerão, quando tivemos que interromper nosso passeio de domingo, pois alguns criadores de pitbull estavam passeando com os animais no Zerão. Neste dia houve uma festa, lá estavam aproximadamente umas 1 mil pessoas. Nós resolvemos contar quantas pessoas estavam com estes cachorros: seis criadores. Os animais estavam agitados, pois como sempre seus criadores estavam fazendo demonstração de como são machos quando estão com os animais. Pudemos observar (de longe) um cachorro avançando no outros e seus donos achavam fantástica esta demonstração de ferocidade. Batiam no peito dos animais e os instigavam à violência. Será que o Zerão é lugar para levar este animal? Onde estavam os responsáveis pelo Zerão? Cadê as autoridades, ou estas pessoas não podem ser incomodadas pois o poder aquisitivo permite levar estes animais ao parque? Precisamos que ocorra uma tragédia para depois tomarmos as providências? Continuarei a passear no Zerão, mas solicitaria às autoridades que ajudássemos a evitar uma tragédia.
OMAR AZEVEDO, Londrina
Combustíveis
Quando o anúncio da queda dos preços dos combustíveis foi divulgado eu particularmente não acreditei. Achei que não era redução no preço, mas sim um novo aumento, pois nos últimos anos, nos acostumamos a isso. A partir daí, fiquei ansioso para iniciar o ano economizando, já que a redução era prevista para iniciar em 1º de janeiro. Mas nos postos a realidade era outra. Simplesmente mais uma forma de politicagem do governo para se promover, pois a previsão era de que o preço do litro da gasolina fosse reduzido nas bombas em 20% na média, mas não atingiu 9%. Por outro lado, o governo diz estar estudando uma estratégia para garantir à população a queda do valor nos postos e para isso irá se reunir com os setores do governo para discutir alternativas. Diz também que pretende utilizar os postos da BR Distribuidora, estatal que detém um quinto do mercado de varejo no País para forçar a queda da gasolina aos consumidores.
Agora é aguardar e torcer para que desta reunião saia a tão falada e divulgada estratégia do governo e que os preços realmente sejam reduzidos nos percentuais previstos anteriormente, pois criamos expectativas e acabamos frustrados. Porém, compete a nós consumidores procurar os postos que realmente reduziram seus preços, forçando que os demais também o façam. Vamos fazer a nossa parte e esperamos que o governo faça a sua.
PEDRO BATISTA MARTINAZO, Cascavel
Greve das universidades
Sou pai de aluno da UEL e também professor universitário em minha cidade. Como muitos pais e alunos, estou angustiado com o prolongamento desta greve que aflige também a população. Embora a luta pela melhoria dos salários e condições de trabalho sejam causas justas e nobres, a permanência, em demasia, de um quadro que prejudica a terceiros e, justamente estes, a parte mais inocente e passiva de toda essa ação, causa um profundo e desconfortável impacto negativo. Vejo com enorme apreensão o extenuante prolongar dessa greve, enquanto posso sentir seus efeitos nefastos para a vida econômica e social da cidade, inclusive a precariedade do cuidado à saúde, que atinge a todos mas, principalmente, aos mais carentes. Nesse contexto, as inicialmente modestas vozes contrárias ao movimento se avolumam e ganham novos adeptos. Se somarmos a isso, o fato de que, atualmente no Brasil, infelizmente, muitos lutam por empregos e não por salários, as manifestações contrárias passam da discordância para a indignação contra aqueles que iniciaram e perpetuam o movimento grevista. E mais, todos os meios educacionais pressentem que paira no ar um clima real de privatização das escolas públicas.
Desta forma, devemos lembrar que muitos se aproveitarão do que acontece nesta universidade para defender essa idéia de privatização pois, alegarão que, se uma universidade pública dá prioridade aos interesses particulares dos seus membros, em detrimento da população, não é justo que o contribuinte continue a arcar com os custos desta instituição. Assim, como pai, cidadão e professor universitário que também sou, venho pedir moderação e bom senso, para que inocentes não continuem a ser prejudicados e que a idéia da universidade pública não se deteriore.
NELSON IUCIF JÚNIOR, Ribeirão Preto (SP)
Violência
A zona oeste é a região mais violenta de Londrina. São inúmeros os crimes cometidos por aqui. Além dos ônibus da linha 314 que são roubados a todo instante temos casas metralhadas, estabelecimentos e residências furtados. Londrina vive um momento muito delicado na área da segurança, porém a zona oeste passou dos limites. O estado de abandono é total nesta região. Quantos filhos de bacana ainda vão ter de morrer na zona oeste para a polícia parar de prender prostitutas e travestis e começar a correr atrás dos bandidos?
ROBERTO TEIXEIRA, Londrina





