Sercomtel Celular


Agir com hombridade perante a comunidade, respeitar a vontade popular e o patrimônio público deve ser princípio de conduta de todo agente político. Por isso, a lei de minha autoria, que garante o direito da população se manifestar sobre a venda da Sercomtel Celular é uma demonstração objetiva da soberania popular perante a administração pública. Ao invés de ‘‘lavar as mãos’’ como sugere o leitor Francisco Rodrigues Gomes nesta seção da edição de ontem da Folha, a Câmara de Vereadores demonstrou maturidade, ética e transparência, quando manteve a necessidade de realização da consulta popular para a venda da Sercomtel Celular. O plebiscito é uma garantia ao exercício da cidadania. Foi assim que em agosto do ano passado, o londrinense, exercendo o seu direito de votar, decidiu ‘‘não’’ à venda da Sercomtel Celular.
E a decisão, defendo, foi a mais acertada. Hoje, todas as informações divulgadas pela Sercomtel Celular mostram que a empresa caminha a passos firmes, sem problemas com o mercado, conquistando novos assinantes. A expectativa é de que o balanço de 2001 seja altamente positivo. A empresa, ao contrário do que vinha sendo divulgado anteriormente, não precisa de fôlego e sim de estratégias de mercado que estão sendo discutidas pela sua própria equipe. Os especialistas em telecomunicações, avessos ao discurso panfletário, asseguram que a empresa é um bom negócio.
De outro lado, tenho a certeza de que o orçamento de 2002 proposto pelo Executivo, associado às tentativas da atual administração de buscar recursos em outras esferas do governo, poderá atender às necessidades da população, sem desrespeitar o princípio da valorização do patrimônio público.
TERCÍLIO TURINI, vereador, Londrina

Greve da UEL

Como estudante do 5º ano de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Londrina (UEL), estou decepcionado com o descaso para com os estudantes por parte do governador Jaime Lerner (PFL) e com o Comando de Greve da universidade. Se o governador do Estado não tem consideração com os professores da universidade e com os estudantes, tudo bem. Ele até hoje só governou por Curitiba e região metropolitana, mas poderia haver um bom senso por parte do Comando de Greve para volta às aulas de pelo menos os alunos do último ano de seus cursos, pois faltando menos de dois meses para a formatura eles nos privam do direito de exercermos nossas profissões. Não somos contra esta greve, os professores e funcionários têm os seus direitos e nós, alunos, também.
EVANDRO ZAGATTO, Londrina

Roseana Sarney

Nunca a discussão de gênero fez-se tão premente como agora em que nós, mulheres, nos vemos diante de uma articulação que reafirma e mantém o projeto neoliberal imposto aos brasileiros. E o que é pior, tendo a frente uma mulher que pertence a esta política de desfacelamento e fragmentação da sociedade e seus direitos. As mulheres buscam, lutam e têm alcançado objetivos cada vez mais importantes. Mostramos nossa força e nosso poder enquanto cidadãs, no trabalho, na política e na sociedade e continuamos gerando os filhos e criando-os, cuidando de nossas casas e famílias. Procuramos um mundo mais digno, com mais justiça e nos tornamos presentes, mais que presentes, necessárias, úteis e insubstituíveis no papel de transformadoras dessa realidade política e social que, imposta pelas pessoas que sempre apoiaram isto que está aí, agora apóiam Roseana Sarney. Questionamos tantas vezes o fato de termos sido usadas através da história do mundo e agora temos que questionar o projeto por trás desta mulher, o uso que fazem dela e da questão de gênero, como política de marketing para continuar a devastação e destruição de conquistas, direitos e patrimônios dos brasileiros.
Temos que mostrar a todas as mulheres o que o poder é capaz de fazer para manter-se. Primeiro colocaram um playboy, com cara de mocinho bonzinho que roubou, fraudou e permanece sem a punição que merece. Depois inverteram a figura, colocaram um ‘‘senhor’’, com cara de ‘‘sério’’ e de ‘‘esquerda’’, que ao assumir mostrou bem qual o seu papel: entregou o País à especulação internacional numa política de entreguismo, derrubou e continua derrubando direitos dos trabalhadores conquistados a duras penas. Enfim, colocou o País sob o jugo neoliberal. Mulheres, chegou a hora e a vez de dizermos não a este marketing e mostrarmos que a discussão é de projeto e não de pessoas. Afinal, o brasileiro já percebeu que ‘‘quem vê cara não vê coração’’ e que ‘‘as aparências enganam’’.
LORENA PIRES ROSTIROLLA, Londrina

Novo projeto

Parabéns pela nova ‘‘cara’’ da Folha. Está mais limpa, mais bonita, mais aperfeiçoada. Nada obstante, jamais se preocupem mais com a perfumaria que o conteúdo. Parabéns.
JOSSAN BATISTUTE, Londrina

Correção

Ao contrário do que foi publicado na matéria ‘‘Espírito de Emília’’ (Folha Gente, 6 de janeiro), a escola onde estuda a atriz mirim Isabelle Drummond não é públicam, e sim particular. O Colégio Jacira Py fica em Niterói (RJ).

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