CARTAS
Londrina
O caos, barbárie, desgoverno, bagunça generalizada, motivada pelas greves, sucateamento na saúde, educação, sem contar a onda de assaltos, arrombamentos, tiroteios, 116 assassinatos (somente no Jardim Ideal uma farmácia foi assaltada cinco vezes). Temos polícia? Temos representação política? Será que essas reuniões na Acil, regadas a água gelada e cafezinhos, sem a participação popular (se é que existe), irá acabar com esse problema crônico? Ou precisamos o dobro do policiamento, tal qual existe no reinado de Jaime Lerner, em Curitiba? Não temos nenhum deputado, apenas fantoches, inimigos do povo, que apenas obedecem ao todo-poderoso Lerner. Vereadores, esqueçam o nome de ruas, títulos honorários até para forasteiros e trabalhem. Muitos fingem nos representar e apenas gastam o nosso dinheiro.
MOISÉS DOS SANTOS, Londrina
Violência
É interessante observar como no Brasil são elaboradas leis para quase tudo, apesar de muitas dessas não representarem nada mais que letras mortas, uma vez que nunca são colocadas em prática. Um exemplo típico está na lei que trata da posse e porte de armas, aprovada e passando a vigorar recentemente. Contudo, o que se observa no dia a dia é que os crimes cometidos em todos os recantos deste imenso Brasil, com o emprego de armas de fogo, aumentaram substancialmente nos últimos tempos.
Em Londrina, não é muito diferente dessa realidade. Em 2001, mais de uma centena de vidas foram ceifadas de forma violenta, sendo a maioria com o emprego de armas que não deveriam estar nas mãos dos seus detentores, visto não possuírem autorização e nem preparo para tal. Contudo, nada foi feito para coibir o uso indiscriminado deste instrumento de morte. Gostaria de saber das nossas autoridades quantas armas foram apreendidas neste último ano em nossa cidade e quantos portadores ilegais de armas foram autuados em flagrante em Londrina neste período?
LOURIVAL BARBOSA, Londrina
2002
Iniciamos um novo ano e, como de costume, as pessoas criam uma fantasia, acreditando que o simples fato de iniciar um ano-novo possa transformar a realidade. Mas a grande verdade é que tudo continuará do mesmo jeito se durante o ano que terminou não fomos capazes de aprender e vivenciar um pouco mais o amor, o perdão e o respeito pelos nossos irmãos. O ano que terminou foi o alicerce para o ano que inicia. E todos nós sabemos que o alicerce é a base para toda a construção. Que em 2002 possamos ter a coragem de sonhar e lutar pela paz, construindo um mundo alicerçado na justiça, com mais liberdade, igualdade e fraternidade.
JOÃO VÍTOR MARIANO, Uraí
Sequestrador
Fernando Dutra Pinto morreu. Isto mostra claramente como funcionam as coisas no nosso País. A polícia é incompetente e corrupta. Foi assim, é assim e será assim enquanto os senhores responsáveis pela ordem do País continuarem contando historinhas para a população e essa mesma população continuar acreditando. Nada mais conveniente que um atestado de óbito para apagar da memória das pessoas o nome dos envolvidos nesse caso.
ROBERTO TEIXEIRA, Londrina
Saúde
O Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, tem priorizado a qualidade de atendimento como filosofia de trabalho institucional. A par disso, desde março de 2001 funciona um serviço de atendimento diferenciado para cirurgias particulares. O propósito é atender procedimentos geralmente não cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou pelos planos de saúde. Os enfermos e seus familiares estão cada vez mais sensíveis a benefícios simbólicos que recebem. Por isso, a excelência da relação humana é decisiva para criar ambiente organizacional harmônico, o que facilita a propagação de um clima de confiança mútua entre pacientes, médicos, profissionais de sa© úde e setor administrativo.
LOURDES MARGARIDA THOMÉ, diretora-superintendente do Hospital Nossa Senhora das Graças, Curitiba





