Miséria sem fronteiras

A pobreza está espalhada pelo mundo, sem distinção de cor, religião ou continente. Em maior ou menor proporção, pode ser encontrada em países do Primeiro e do Terceiro Mundo. Há miseráveis pretos, loiros, cristãos, muçulmanos, judeus, africanos e latino-americanos. Mesmo tão abrangente, a exclusão social se manifesta de forma diferente em cada ponto do planeta.
Em Varsóvia, capital da Polônia, os mendigos sentam-se nas calçadas e se curvam até a testa tocar no chão. O que chama a atenção na miséria da Inglaterra é a agressividade dos mendigos. No Brasil, o que mais choca é a precocidade da pobreza. O feriado de Natal não existiu para as crianças que vendem balas e chicletes nos semáforos de Brasília. Quem acordou cedo para sair em busca de alguns trocados com certeza não teve uma ceia farta na noite anterior. Talvez nem tenha comido. Disfarçados de comerciantes mirins, correm atrás de carros e expõem uma face vergonhosa da realidade nacional.
Nisso, o Brasil tem grandes semelhanças com a Turquia. A população turca, predominantemente muçulmana, acostumou-se a ver meninos e meninas pelas ruas das principais cidades. Em vez de balas e chicletes, eles oferecem guardanapos.
A estabilidade econômica alcançada pelo governo Fernando Henrique Cardoso conseguiu resistir a uma grave crise energética e a um atentado terrorista. Muitos brasileiros até se sentem autorizados a acompanhar a derrocada da Argentina com um certo ar de superioridade. Mas a existência de crianças com fome nos semáforos em pleno Natal mostra que ainda temos de melhorar muito para sentirmos orgulho de morar no Brasil. Se há pobreza no mundo todo, aqui ela se apresenta de forma mais cruel.

EUMANO SILVA, jornalista, Brasília


Argentina


Sempre tem um PHD de plantão para afirmar que a economia desses países são distintas, e não podem ser comparadas. Se as pessoas vivessem de números e mais nada, aí o raciocínio seria + ou - correto. Eu disse ''se''!.
Mas as pessoas não vivem só de números e é aí que mora o perigo. Entre muitas outras coisas, vivemos também de exemplos e o exemplo que a Argentina está dando para toda a América Latina está pondo em polvorosa todos os chefes de Estado desse Continente. A Argentina está dando exemplo que o modelo adotado para a América Latina é cruel e desumano, que serve a muitos interesses, só não serve para o povo Argentino.

ROBERTO TEIXEIRA, empresário, Londrina


Novo projeto - 1


As mudanças sempre são bem-vindas, principalmente, quando para melhores. Este é o caso do novo projeto visual da Folha de Londrina que contempla uma diagramação mais leve. Os espaços em branco valorizam todos os elementos da página tornando, assim, a leitura mais agradável. A Folha, como parte da vida de Londrina, passa por inovações gráficas e visuais e quem ganha é o leitor. Parabéns aos idealizadores desta proposta e a todos os funcionários deste importante veículo de comunicação.

NEDSON MICHELETI, prefeito de Londrina


Novo projeto - 2

Foi com muita satisfação que pude conhecer, como assinante e leitor diário, o novo projeto gráfico e editorial da Folha de Londrina. No sábado à noite, recebi em casa um jornal com um novo visual, moderno e agradável, e uma proposta de cobertura que desde já está dando certo. Valorizar Londrina e a região nas página da Folha é, acima de tudo, um excelente investimento, cuja resposta deve ser plenamente satisfatória. A Folha tem em sua história a marca de um jornal ousado e pluralista, com o pés fincados em suas origens e os olhos voltados para o mundo. Com independência e competência, sem provincianismo. A Folha tem a cara de Londrina e do Paraná. Parabéns a todos os que participaram da elaboração e da execução do projeto. Parabéns à Folha de Londrina.

GEORGE HIRAIWA, empresário, Londrina



Mensagem ao agricultor


Encerramos o ano de 2001 cheio de problemas, mas também com algumas vitórias. Nos deparamos com um patamar visionário cheio de esperanças, que no raiar de um novo dia, o sol nos enche de coragem, na marcha da conquista de algo mais. Comemoramos um ano agrícola razoável, com perdas consideráveis no setor comercial, da porteira para fora, preços incertos, com altos e baixos e a concorrência de países que subsidiam com abundância seus agricultores, tornando-os mais fortes.
A tão comentada (durante as eleições) política agrícola vai se diluindo no decorrer do tempo, a ponto de os próprios agricultores precisarem assumir a incumbência de criá-la. Assim, eles se dedicam mais, mantêm-se mais informados e mais associativos e unidos, conferindo força em suas decisões. Afim, criando um pólo forte para sua própria defesa.
Usar novos critérios nas eleições que se aproximam, pesquisar a fundo e identificar os canditatos ruralistas por vocação devem ser uma responsabilidade dos produtores. Eles não devem se deixar levar por discursos de campanha.
Como agricultor e pecuarista, me sinto um profissional realizado. Estamos produzindo alimentos para o mundo, reforçando as cotas de exportação, carreando dólares para a balança comercial e participando do esforço de equilibrar a economia do País.
A agricultura significa um eixo de segurança nacional. Esta é a bandeira do agricultor.

MARIO ZANETTA,
presidente do Sindicato Rural de Sertanópolis (PR)


- As cartas devem ser digitadas, assinadas, com no máximo 10 linhas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail: [email protected]

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