Os governantes do Paraná governam o Estado como se fosse uma luta de boxe, ou seja, a cada dia um assalto. O mais recente é esse projeto desvairado, ridículo, descabido e desprovido de qualquer criatividade, em que o governo propõe e vai conseguir aumentar o ICMS.

Como é fácil esconder a incompetência e falta de criatividade simplesmente aumentando impostos. Não importam os gastos, importa que sempre que é preciso (e isto ocorre todos os dias) os impostos são aumentados e nós cidadãos pagamos, pois não temos outra escolha. Afinal, imposto não nos dá o direito de escolher, pois ele é compulsório.

Não conseguiram entregar a Copel, porque ninguém se atreveu após a constatação de que a empresa, na verdade, já havia sido ''loteada''.

O povo, na sua grande maioria composta por necessitados, diz: ''Nós não pagamos impostos, somos isentos''. Esta aí um grande engano, um engodo, uma falsidade, pois quando você come um pedaço de pão, toma um refrigerante, paga sua conta de luz, compra sua roupa, enfim, em tudo isso tem um belo pedaço de imposto. Você come ICMS, veste PIS, Cofins, etc,etc.

Alguns estudos apontam para algo em torno de US$ 100 milhões sonegados e dirigidos à corrupção, neste país, por ano (10% do PIB). Impossível, alguns dirão, pois desta forma nossa carga tributária atingiria 43% do PIB. Não é impossível, é uma realidade tão nua quanto crua. Basta ver alguns exemplos: desvio (não rodoviário) em Londrina e Maringá, o juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, os anões do Orçamento, os cartolas, caixa 2 do Cassio, ilhas Jersey, UEL, Porto Alegre (PT), etc., etc.

Quem está preso? Quem devolveu o dinheiro? E a Justiça? Sem dúvida continua cega, pois aqui matar um tatu te leva para a cadeia e matar uma pessoa te deixa livre.

Acordem governantes, administrem os recursos do povo com mais prudência, não pensem tanto somente em vocês. Vamos dar um basta neste governo fantasiado de democracia, mas que na verdade é extremamente tirano.

- ANTONIO VALERIANO ANTUNES LOPES, economista, Londrina



Árvore de Natal


Muitas famílias têm o costume de colocar uma árvore de Natal em suas casas, em empresas ou estabelecimentos. A árvore natalina corresponde para cada pessoa alguma coisa em especial. Proponho que as famílias deixem suas árvores de Natal montadas, mas sem os enfeites natalinos. Que elas deixem em uma caixa ao lado.

Assim, cada membro da família, ao chegar à noite, faz uma reflexão para ver se praticou boas ações durante o dia. Aí sim terá o direito de colocar um enfeite natalino na árvore.

Ao chegar o Natal, a família se reúne para ver quantas boas ações foram praticadas em preparação ao Santo Natal. Desta forma, o menino Deus nascera em nossos corações. Mas se esforce para que no dia 25 sua árvore esteja cheia de alegria.


- ARI DE OLIVEIRA JÚNIOR, universitário, Nova Aurora



Reação


Diante do desequilíbrio das contas externas, em meio aos escombros dos atentados aos Estados Unidos, a proximidade da retaliação norte-americana e o temos da recessão global, o Brasil tenta reagir. O presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu adotar medidas que facilitem as exportações. Assim, foi criada uma comissão-executiva para tratar do assunto, sob o guarda-chuva do Ministério do Desenvolvimento. O órgão terá vida própria e autonomia para debelar a burocracia, imposta pelo governo, e criar condições de vender nossas mercadorias ao Exterior.

Trata-se de uma operação política engenhosa em um instante de incertezas generalizadas. A falta de estratégia ganhou um rumo. Uma das primeiras propostas é a de vincular ao dólar o orçamento do Proex, o programa de apoio financeiro às exportações, medida que garante a correção automática do câmbio.

O anúncio dessa comissão tornou-se público num momento auspicioso para a balança comercial. As exportações brasileiras mostram sinais vitais. Enfim, uma boa notícia. A terceira prévia do mês de setembro apresentou o melhor resultado semanal desde a implantação do Plano Real, em 1994.

Os economistas conceituados insistem em bater na tecla da exportação. Entre eles, há o consenso de que as condições são favoráveis e especialmente ideais para turbinar a balnça comercial, já que preços e câmbio estão, respectivamente, competitivos e lucrativos.

Essa é a hora de vender, independentemente do quadro de desaceleração mundial. Se os grandes centros estão em compasso de espera, apresenta-se uma boa oportunidade para prospectar outros mercados. Vale lembrar que a participação brasileira no comércio internacional é de insignificante 0,9%. Por isso, há sim espaço para crescer. Basta adotar uma política agressiva, ousada e inteligente.

Ao mesmo tempo em que o dólar caro abre as portas das exportações, o câmbio produz estragos na contabilidade interna. Só neste trimestre, a despesa financeira das empresas do mercado aberto duplicou em relação ao mesmo período no ano passado. O Comitê de Política Monetária tentou intervir ao manter a taxa de juros em 19% ao ano. No setor público, a situação é mais delicada. Diante da desvalorização cambial, que ultrapssou a casa dos 40% , a dívida interna engordou R$ 70 bilhões.

Os estilhaços dos atentados terroristas atingiram o Brasil. E nosso país estará nessa guerra contra os responsáveis pelos atos terroristas. Mas não na frente bélica, comandando aviões ou atirando mísseis contra os inimigos. Será um embate insano para manter a economia nos trilhos, em um período que a recessão assombra o planeta e os investimentos externos tendem a escassear. Desde o dia 11 de setembro, o Brasil já perdeu cerca de US$ 100 milhões. O PIB registra, o crédito encolhe e a inflação mostra as garras.

Nessa teia de indefinições, o governo terá de se desdobrar para encontrar soluções nesse emaranhado quebra-quebra. Nossa economia, que já sentia os efeitos do desaquecimento mundial, sofrerá outros baques nos indicadores domésticos. Na verdade, há poucas alternativas disponíveis num mercado em retração. As metas de inflação estabelecidas com o FMI serão cumpridas, mas acompanhadas de desemprego e queda no percentual de rendimento médio. A conjuntura deteriorou-se depois dos atentados terroristas. As exportações, sem dúvida, são um antídoto poderoso para enfrentar a crise que se avizinha com a velocidade de um míssil. Depois, só nos testa a rezar.


- JÚLIO SÉRGIO CARDOZO, presidente da Ernst & Young no Brasil, Curitiba






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