Greve da UEL

Todos os dias abro o jornal e vejo várias reportagens sobre a greve na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e seus males nos aspectos sociais e comerciais para Londrina. Vejo vereadores criticando a atitude de professores e funcionários da UEL chamando-os de radicais. Várias pessoas que contam também com o dinheiro que entra na cidade pelo vestibular colocando que a greve acarretará em prejuízos inestimáveis.

Mas ninguém fala da qualidade do ensino e da situação quase insuportável que passam tanto os funcionários quanto os professores de nossa universidade. Não adianta ter vestibular se a universidade não possui as condições básicas para funcionar. Pergunto tanto ao vereador que chama a todos para dar um basta à greve, quanto ao senhor Proença Testa (já vi este nome antes), presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos, se eles trabalhariam com um sálario de quase fome que os funcionários e professores recebem.

Vamos lutar e juntar forças para que a universidade seja novamente a UEL de anos atrás, onde o que importava era a qualidade de ensino e não o dinheiro que a instituição leva para a cidade. Aos pais de alunos e aos alunos que estão a prestar o vestibular peço que observem que não adianta passar no vestibular se o ensino está comprometido com professores inacapazes (os bons irão sair) e funcionários passando fome.

Vamos lutar pela universidade e por Londrina sim, mas vamos também levar a responsabilidade dos fatos a quem tem a obrigação e o poder de resolver a situação que é o governo do Estado que descumpre a lei e compromete não só a educação como também a vida dos cidadões de Londrina.

HENRIQUE GAMBARO VIEIRA, administrador de empresas, Londrina



Postos de gasolina

O segmento de postos de gasolina vem sendo bombardeado ultimamente por uma série de acusações, de cartel, dumping e até por formação de quadrilha, colocando a classe como um todo na vala comum dos bandidos e dos desagregados sociais. Ao contrário do que vem sendo noticiado, a classe é formada em sua grande maioria, por empresários de bem, que têm família e lutam para sobreviver em um mercado altamente competitivo, mantendo o mínimo de rentabilidade para remunerar o seu capital investido, como acontece em qualquer país capitalista como o nosso.

O direito a propriedade e a justa remuneração é uma característica do mundo capitalista contemporâneo em que vivemos, direito este garantido inclusive pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinada em 10 de dezembro de 1948, da qual o Brasil é um dos seus signatários, e que em seu artigo XXIII, item 3 diz: ''Todo homem que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana, e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social''.

Por conta deste processo acusatório desmedido feito por diversos meios de comunicação, verifica-se a ocorrência de um incitamento a um verdadeiro linchamento moral desta classe de empresários perante a opinião pública, uma versão moderna do tribunal de exceção próprio da idade média, aonde se condenava alguém sem que os fatos tivessem sido devidamente esclarecidos, contrariando frontalmente o que ficou consignado na Carta das Nações.

Por outro lado, não se pode olvidar que esta classe empresarial é de suma importância para o desenvolvimento de nosso país, garante emprego para mais de 1000 famílias na cidade de Londrina, portanto, estes empresários merecem o respeito não só da sociedade, mas também dos órgãos de imprensa que não podem simplesmente submetê-los a execração pública fundados em fatos apenas presumidos.

Não se pode fazer acusações levianas sobre toda uma classe, criando um clima de terrorismo e ódio contra um segmento que trabalha dentro da lei, recolhe impostos, dá emprego, empresários que não têm domingo, feriado e muito menos férias, pais de família, que trabalham dia e noite e que apenas querem que seu capital seja devidamente remunerado tal como ocorre em qualquer outro ramo de negócio.

Por isso, temos que repensar sobre o momento difícil que essa classe empresarial de nossa cidade está passando, e antes de acusarmos quem quer que seja, devemos buscar a verdade, ouvindo os dois lados, só assim seremos imparcial em nosso julgamento, com isso restabeleceremos a idéia de justiça, mantendo os empresários sérios nesse segmento, os quais diga-se de passagem são a maioria que compõe essa laboriosa classe. ''Cometer injustiça é pior do
que sofrê-la.''(Platão)

ANTÔNIO FIDELIS, advogado, Londrina



Natal (1)

Na oportunidade de formular sinceros votos de um feliz Natal e um próspero Ano Novo, desejo expressar a todos da Folha muitas felicidades e agradecimentos pelas diversas coberturas jornalísticas que vocês realizaram neste ano sobre a minha atuação parlamentar, contribuindo para levar a verdade a todos os cidadãos do Paraná.

Moacir Micheletto, deputado


Natal (2)

Criar é a capacidade transformadora da natureza. Ame a vida e acredite, acima de tudo nas possibilidades. Em um tempo de esperança que esta data nos traz, transforme em realidade todos os seus desejos. Amor, alegria, paz e esperança.

LITORAL TAQUI, Curitiba







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