Imagem ilustrativa da imagem CARTAS 22/9 - Criminalização da política
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Causa-nos perplexidade quando políticos como o cínico réu Arthur Lira, o impudente Renan Calheiros, com 17 processos engavetados no STF e ímprobos parlamentares petistas, todos denunciados por corrupção, declaram que o ex-juiz Sérgio Moro criminalizou a política. Também ficamos profundamente indignados quando Gilmar Mendes forjou a suspeição de Moro com base em provas ilícitas. E, para coroar essa farsa de criminalização, inventada pelo bando de corruptos que ousadamente predomina nos parlamentos brasileiros, assistimos revoltados o triste sepultamento da Operação Lava Jato, comandado com regozijo pelo presidente Jair Bolsonaro. Para todos esses desavergonhados, os R$ 51 milhões encontrados no apartamento-cofre do Geddel, a mala de dinheiro que o assessor do Temer carregava, os R$ 2 milhões na bolsa do primo do Aécio Neves, os dólares na cueca do assessor do petista José Guimarães, o dinheiro nas nádegas do senador Chico Rodrigues e tantos outros flagrantes desse tipo fazem parte do jogo político. Esses trapaceiros querem nos convencer que isso não é ilícito, não é roubo, deve ser tolerado e que, na concepção deles, Moro exorbitou em suas prerrogativas ao criminalizar o procedimento. Pura canalhice de uma casta que quer perpetuar o roubo e a bandalheira nos seus mandatos extremamente longevos e nas suas "capitanias hereditárias" dentro do poder. São tão atrevidos que não se contentam apenas com a impunidade que o apadrinhamento desonesto dos escudeiros das instâncias superiores do Judiciário lhes proporcionam; agora eles querem, também, a punição dos agentes da lei que os punem pelas suas falcatruas. Covardes tentam alijar Moro do processo eleitoral. E, assim, os corruptos voltaram com a corda toda, sob a égide de um togado escudeiro-mor da impunidade, de um PGR subserviente e do discurso falso da nossa maior autoridade.

Ludinei Picelli (administrador de empresas) - Londrina

Desabafo da árvore

21 de setembro, data em que se comemora o Dia da Árvore. Caso ela tivesse voz e direito de falar, nos diria: "Tenho sido desde a infância da humanidade uma das melhores amigas do homem. Protejo o solo, os rios e as nascentes com minhas matas ciliares, protejo as montanhas, sequestro carbono, purifico o ar, preservo a umidade, regulo o clima, dou abrigo aos animais, dou flores na primavera e frutos no outono, sombra ao viajante, beleza à paisagem, madeira ao homem para ele fazer o que quer, desde o berço à casa, até o "pijama de madeira" para seu último descanso! Esses e tantos outros benefícios tenho dado a vocês humanos desde milênios. No entanto, vocês têm nos tratado sem nenhum reconhecimento ou gratidão. Temos sido tratadas a ferro e fogo, ou melhor, a motosserras e queimadas que dizimaram boa parte de nossa área original, tendo como resultado o desequilíbrio do clima, a crise hídrica e a ampliação dos desertos. Pedimos que, pelo menos, ensinem as novas gerações a não continuar com essas atitudes suicidas. Estamos aqui há muito mais tempo e conseguimos viver sem vocês. Será que vocês humanos conseguiriam viver sem nós? O planeta Terra está doente e nós, árvores, somos o remédio, não o único, mas talvez o mais importante! Que Deus ilumine suas mentes, melhore seus sentimentos e agilize suas ações".

Silvério da Silva (empresário) - Londrina

Projetos da nova Câmara

Obrigado FOLHA por nos informar sobre a produtividade de nossos vereadores: "Vereadores já apresentaram 30 projetos de dias comemorativos somente neste ano" (Política - 20/09). Sugiro mais dois projetos: Criem o "Dia de Combate às Propostas Legislativas Irrelevantes" e o "Dia de Combate ao Legislador Improdutivo". Produtividade não é criar um monte de projetos inúteis para chegar na próxima eleição e bater no peito dizendo "apresentei mais de 200 projetos". Estudem sobre as necessidades reais de nossa cidade.

Domingos Sávio Pereira (aposentado) - Londrina

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