Ao findar de mais um ano estamos vislumbrando um futuro que traz para a normalidade os preços das comodities agrícolas (soja, milho, trigo, etc). Este movimento teve início após a colheita de verão, quando os preços começaram a acomodar também devido a reposição de estoques mundiais, com a colaboração de um clima favorável que propiciou safras cheias a grandes países produtores, inclusive Brasil, derrubando Bolsas e preços a níveis normais de mercado, calmaria e até recuo no mercado de câmbio. Talvez a maior dificuldade da agricultura brasileira é, e sempre será, lidar com os custos de produção, pois estamos sempre em atraso de 6 meses. Plantamos com os custos da época da implantação e esperamos os preços futuros, dos quais temos apenas um referencial, que é a Bolsa de Futuros. Então por que não fazer um travamento (hedge)? É a solução correta, desde que sejamos técnicos em mercado. Deixo algumas perguntas: exemplificando a soja, qual seria o top, o auge do mercado? Todos os especialistas diriam que segundo o histórico são os preços que ocorreram na colheita, pois sim, então por que os agricultores não fixaram toda sua safra nesta época? Será porque os agricultores são ambiciosos e sempre querem mais? Creio que não, pois neste país temos diversas variáveis a serem consideradas, sejam econômicas, políticas e internacionais. Quanto ao valor que alcançou a Bolsa não se discute, seria o melhor momento de venda.
Um grande abraço e um Feliz Natal a todos os agricultores, produtores da alavanca inicial do agronegócio deste imenso Brasil. Que Deus abençoe a todos, porque o governo anda meio esquecido de nós (veja o trigo abaixo do preço mínimo).
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá

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