Imagem ilustrativa da imagem CARTAS - A obsessão pelo golpe!
| Foto: CARL DE SOUZA / AFP

O meu amor e apreço por meus amigos são inegociáveis! E quando alguns deles optaram por votar no Bolsonaro, discordei, mas respeitei. Quando falaram que era uma opção resultante de uma, para mim, pseudo-polarização, discordei, mas respeitei. Talvez, não o conhecessem bem, pensei, e quem sabe, as informações sobre sua bizarra atuação no Congresso, onde, em sete mandatos (28 anos) como deputado federal troglodita e inexpressivo, sempre filiado a legendas do “Centrão”, que resultaram num total de dois projetos insignificantes, num substancial aumento de patrimônio, juntamente com a literal inexistência de planejamento para o país e a sua intolerância com as regras democráticas, poderiam demover meus amados companheiros e companheiras de tamanha insensatez: tudo isso foi solenemente ignorado e eu discordei com veemência, mas respeitei com muita angústia. E logo começaram as mentiras, os “laranjas”, a exposição pela mídia responsável de sua “ficha corrida”, as “rachadinhas” (que significa desvio de dinheiro público), os depósitos do Queiróz, a Wal do Açaí, a disseminação do ódio pelos que não compartilham de seus “ideais”, o seu louvor pelos torturadores, a simpatia aos terraplanistas, aos supremacistas, aos fascistas, preconceituosos, homofóbicos e demais excrescências. E eu, ingênuo, tive esperança de que acordassem, mas isso não aconteceu. Nem quando vieram às flexibilizações nas vendas das armas com o aumento da violência a reboque, a exploração econômica e ambiental, as campanhas de desinformação e calúnias nas redes sociais e no WhatsApp, a reconciliação com os “se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão!” E veio a pandemia para exacerbar de vez seu negacionismo com um desastroso boicote às vacinas, o descaso mortal às medidas de distanciamento social e uso de máscaras, assim como o rebaixamento da vida em função de um equivocado e suicida projeto de priorizar a economia à espera de uma fatídica “imunidade de rebanho”, simultaneamente a uma criminosa propaganda de remédios comprovadamente ineficazes. E veio a CPI da Covid com as revelações das inúmeras negociatas envolvendo o governo federal. Vieram as prisões dos seus apoiadores extremistas que, com insultos e ameaças de morte às Instituições, queriam rotular esses ataques à democracia, no intuito de confundir a opinião pública, ironicamente, como liberdade de expressão. E veio o desespero. E novamente fez brotar sua sanha autoritária ao demonstrar de vez sua única e verdadeira obsessão: o golpe! Mas e agora, meus queridos? O meu respeito pela pessoa de vocês continua! Chegou a sua vez de respeitarem o Planeta, o meio ambiente, o futuro das pessoas que amam, o amor ao próximo, a diversidade, a Constituição, a vida!

Alberto Chahaira Sobrinho (aposentado) - Bela Vista do Paraíso

Mico do 7 de Setembro

Provavelmente, a única cidade que teve um grande número de pessoas, carros e tratores de no mínimo 400 mil reais foi Sertanópolis. Às vezes, aparecia um trator mais antigo, mas a maioria era de tratores azuis novos de R$ 400 mil. Foi o protesto do "povo"! Do povo rico, né?

Márcio Benassi (aposentado) - Sertanópolis

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