A queda nas taxas de juros para cartões de crédito promovida pelos bancos públicos vai ajudar a aquecer a economia brasileira se as instituições privadas também adotarem a medida. Quando reduziu a taxa Selic de 8% para 7,5% no dia 30 de agosto, fazendo com que Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal cortassem em até 52% as tarifas, o governo federal esperava que as instituições financeiras privadas também revessem seus índices.
A medida ajuda no consumo, já que facilita as compras parceladas via cartões de crédito. A redução dos juros é importante, pois chegou a hora do comércio se preparar para o período das compras de Natal. O balanço de vendas no mês de agosto, em Londrina, em comparação a julho, teve resultados otimistas, mostrando um aumento de 5,8%. Trata-se de um percentual bem acima da média nacional de 2%, apontado pela Serasa Experian.
Outra notícia positiva é a queda da inadimplência, percebida no mês passado pelos técnicos da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil). Analisando os registros do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), a queda ficou em 4,14%.
O incentivo ao consumo é uma aposta do governo federal para manter a economia do país aquecida, mas as pessoas devem ficar atentas. Mesmo entidades que representam o setor comercial, como a Acil, buscam incentivar o consumo consciente, que não comprometa o orçamento familiar.
O cuidado vale também para o uso do cartão de crédito, que agora está ficando com os juros um pouco mais baixos (dependendo do banco), mas que podem colocar o orçamento do consumidor em risco com a realização de compras por impulso. Consultores financeiros lembram que é preciso ter disciplina para utilizar o cartão e a compra deve estar prevista no orçamento do mês porque o interessante é o pagamento da fatura integral e não apenas o mínimo. Caso contrário, o efeito da dívida crescendo como ''bola de neve'' será um drama na vida de qualquer família.

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