Cartão material escolar
Será que a SME preocupou-se em ouvir a comunidade escolar?
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 03 de fevereiro de 2026
Será que a SME preocupou-se em ouvir a comunidade escolar?
L.R. Silva, escritor 
Quem trabalha ou conhece alguém da rede municipal de educação de Londrina recebeu com pouca surpresa, mas muita consternação, a notícia da suspensão do cartão material.
Como vemos na imprensa e nas redes, a administração da pasta não sustenta suas propostas, como a contratação de profissionais de apoio via HuTec (decisão bastante questionável na perspectiva da educação inclusiva) que estava prevista para novembro do ano passado, abertura das escolas durante o Carnaval, (des)organização do quadro de professores, suspensão do pagamento dos chips de celular usados para falar com os pais. Estão dando a impressão de que preferem ficar às voltas com picuinhas nas redes sociais e comparações com a gestão passada a gerir de fato uma pasta tão importante.
E agora os trabalhadores da educação, os pais e a sociedade ficam a ver navios sobre a entrega do material escolar, decisões sempre tomadas às vésperas, a "toque de caixa", à despeito das diversas reuniões de alinhamento e planejamento mostradas nos stories da conta do Instagram da Secretaria Municipal de Educação.
As perguntas que ficam são muitas: só agora perceberam que a compra de material pelo varejo ficaria mais cara do que via atacado? Ora, então a suposta preocupação com o comércio local não tem fundamento? Será que a SME preocupou-se em ouvir a comunidade escolar? Pois, assim que foram divulgados os valores, tornou-se consenso entre pais e professores que eles eram irrisórios em comparação ao material entregue até então pela administração municipal. Será que o cartão material traria de fato as famílias à responsabilidade para com os alunos, ou isso é um problema mais complexo, que começa na valorização do professor e da escola perante a sociedade? Será que haverá tempo hábil para que as crianças comecem o ano letivo com material adequado? O processo de compra desse material será em caráter emergencial sem processo licitatório?
E agora, José?
(L.R. Silva, escritor)
***
Os artigos, cartas e comentários publicados não refletem, necessariamente, a opinião da Folha de Londrina, que os reproduz em exercício da sua atividade jornalística e diante da liberdade de expressão e comunicação que lhes são inerentes.
COMO PARTICIPAR| Os artigos devem conter dados do autor e ter no máximo 3.800 caracteres e no mínimo 1.500 caracteres. As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação.| As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. | ENVIE PARA [email protected]


