Nesta data comemorativa, quero dirigir uma Carta Aberta, na qualidade de regente titular da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina, aos músicos da Orquestra e ao público que aqui representa a comunidade londrinense. Esta Orquestra que aqui está e que hoje preparou cuidadosamente um Programa especial é, sem dúvida alguma, um dos alicerces do patrimônio cultural de Londrina e das regiões circunvizinhas e, por que não dizer, do nosso Estado.
É importante que se reconheça e se divulgue que esta orquestra - que faz parte do grupo das poucas orquestras sinfônicas brasileiras de expressão - além dos concertos que realiza neste teatro, tem alcançado grande público através de concertos populares ao ar livre, de concertos didáticos que, somente em 1998 atingiram uma média de 7.000 crianças e de inúmeras apresentações além das fronteiras da nossa região sempre com grande êxito de público e de crítica.
Quando em 1984, o então reitor Marco Antonio Fiori, - hoje presidente da Sociedade dos Amigos da Orquestra - em uma atitude invulgar de ousadia acadêmica, criou a Orquestra como parte dos projetos de extensão da UEL, profetizava que esta Orquestra chegaria a ter reconhecimento nacional. De fato, em 27 de julho de 1998, no jornal O Globo, o crítico de música Luiz Paulo Horta assim se expressou: ‘‘... o conjunto da UEL mantém um nível muito bom e talvez já seja a melhor Orquestra do Sul do país.’’Norton Morozowicz
Documento apresentado ao público no teatro Ouro Verde, dia 27 de março, antes do concerto comemorativo do 15º aniversário da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina.

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