Carro elétrico está chegando, para ficar
É irreversível a vinda do carro elétrico, porque não há posições em contrário da indústria automobilística mundial. O Brasil já está plugado na idéia, que tem tudo para dar certo - e já está dando, porque duas dezenas de carros (da Fiat) movidos a eletricidade funcionam há algum tempo na usina de Itaipu, em serviço interno. A perspectiva da Associação Brasileira do Veículo Elétrico, que desenvolve projetos nesse sentido com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, é que o Brasil tem condição de produzir esse carro, e sem depender de tecnologia externa.
Para avançar nessa produção em escala, no País, será preciso alterar a legislação pertinente, aí incluída a questão do Imposto sobre Produtos Industrializados, que é mais alto para categorias de veículos classificados como ''outros''. Aquela Universidade já cuida de uma proposta para ser levada ao Governo.
Não se sabe como a área oficial no Brasil encara o advento dessa tecnologia - que não é nova - porque, sobretudo o Governo Lula está empenhado em ampliar a extração de petróleo, incluindo o de águas profundas, o pré-sal. Os protótipos dos novos veículos são ainda para percursos não muito longos - 120 quilômetros para 8 horas de carga da bateria. Mas é certo que a tecnologia irá se desenvolvendo e ampliando capacidades. A indústria automobilística já pensa inclusive em modelos híbridos, movidos a combustível e a bateria. Esta é carregada em correntes de 220 volts, domiciliares e de postos. As vantagens são inúmeras, principalmente a ausência de poluição e de ruído e o barateamento, porque o custo cai de R$ 0,25 por quilômetro (pelo sistema convencional) para R$ 0,05. E o consumo de energia elétrica será idêntico ao de uma geladeira. Os fabricantes estão entusiasmados e ninguém quer ficar de fora - nos Estados Unidos, na Europa, no Japão. O presidente Barack Obama já prometeu incentivo financeiro à GM, à Ford e à Chrysler para desenvolvimento do projeto dos dois modelos: o elétrico genuíno e o híbrido.
O custo do novo veículo será alto, mas isso só deve ocorrer no lançamento. A venda (fora do Brasil) começará já no ano que vem, e uma medida louvável é que vários fabricantes já pensam em operar em parceria no desenvolvimento de tencologias nesse campo. É o mundo evoluindo para fórmulas de contenção da poluição, para o abandono progressivo do petróleo para fim energético e de investimentos pesados na extração e refino, e mais economia para o consumidor.





