Carpinteiro planeja voltar aos EUA e investir em clube
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sábado, 23 de agosto de 2003
Reportagem Local 
Enquanto Figueiredo trabalhou o suficiente para galgar uma outra classe social, seu vizinho Gílson Filomeno Gomes, 39 anos, conhecido em Ortigueira como Carpinteiro, conseguiu poupar apenas R$ 8 mil, trabalhando como servente de pedreiro. Ficou apenas seis meses em Newark de março a agosto do ano passado e usou o período para fazer uma espécie de sondagem do mercado de trabalho.
''No começo foi difícil. É um lugar que filho chora e pai não vê. Mas no todo, gostei da experiência. A jornada de trabalho não é tão pesada e não senti discriminação em nenhuma situação'', afirma. Na ocasião, ele retornou para trabalhar na campanha política com seu equipamento de som.
No entanto, Gomes tem visto de turista (vence em 2012) e planeja uma temporada bem mais longa desta vez. Seu objetivo é juntar dinheiro suficiente para comprar um terreno de bom tamanho e erguer um clube de lazer. ''A principal carência da cidade é nesta área'', diz Gomes, que não esconde ter pretensões políticas. Ele acredita que irá consumir R$ 50 mil no projeto.
Suporte para nova empreitada ele tem. Sua ex-esposa está trabalhando em Raynham (Massachusetts) como camareira e faxineira, ocupações que rendem a ela US$ 2,3 mil mensais. ''Quando chegar lá desta vez, terei muitos contatos e não será difícil conseguir trabalho'', prevê. (L.F.M.)


