Carnaval, alegria e responsabilidade coletiva
Para que tudo ocorra bem, é preciso que os "foliões" observem condutas de segurança e bem-estar
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sábado, 14 de fevereiro de 2026
Para que tudo ocorra bem, é preciso que os "foliões" observem condutas de segurança e bem-estar
Folha de Londrina 
O Carnaval costuma ser visto como uma celebração da alegria, da ocupação de espaços públicas, da pausa e dias de encontros felizes. Que assim sejam os próximos dias de um feriadão (embora seja ponto facultativo na maioria das cidades) que começa neste sábado (14) e vai até a terça-feira (17).
Para que tudo ocorra bem, é preciso que os "foliões" que saem para os blocos, escolas de samba e festas particulares em clubes, observem condutas de segurança e bem-estar. O primeiro diz respeito ao trânsito, lembrando que bebida alcoólica e direção não combinam. Nessa hora, a melhor pedida para quem não abre mão de uma cerveja, por exemplo, é o táxi, o Uber ou o transporte coletivo.
Outra dica preciosa em tempos de intoxicação por metanol: desconfie de vodca, gin e uísque com preços baixos. Compre apenas em locais confiáveis e procedência garantida.
A alimentação também é muito importante antes e depois da folia. A Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) orienta que as pessoas que vão pular o Carnaval adotem cuidados básicos, como beber água de forma constante ao longo do dia, lembrando que água de coco e sucos naturais ajudam a repor sais minerais. A Sesa também alerta que o consumo de álcool deve ser com moderação, intercalando com água para evitar a desidratação.
Outro alerta é quanto aos alimentos vendidos na rua, evitando os alimentos crus, expostos ao sol, muito gordurosos, muito recheados, com molhos ou maionese, além daqueles alimentos de procedência duvidosa ou que ficaram muito tempo fora da refrigeração, pois são os que apresentam maior risco de intoxicações alimentares.
Há outra questão importante para refletir nesse período. Dados revelados por pesquisa do Instituto Locomotiva expõem uma contradição que não pode ser ignorada: para quase metade das mulheres brasileiras, a festa é também um espaço de medo. Segundo o levantamento, 47% já sofreram algum tipo de assédio sexual durante o período carnavalesco, enquanto 80% afirmam temer vivenciar essa situação.
Os números não apenas dimensionam um problema recorrente, como evidenciam que ele transcende a folia. Trata-se de uma questão estrutural relacionada ao direito de ir e vir, ao acesso ao lazer e à ocupação segura dos espaços públicos.
A pesquisa mostra que 86% dos entrevistados reconhecem que o assédio persiste na festa, revelando uma tensão preocupante.
A dimensão coletiva do problema é reconhecida por mais de 80% dos entrevistados, que defendem que o combate ao assédio é responsabilidade de todos. Esse consenso precisa deixar o campo das intenções e se traduzir em práticas consistentes: políticas públicas eficazes, campanhas permanentes, presença institucional qualificada nas ruas e, sobretudo, transformação cultural.
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