Cariocas trocam praia por terra vermelha
Um trio de amigos cariocas trocaram as areias das praias da cidade maravilhosa, neste final de semana, pela terra vermelha londrinense. Percorreram 980 quilômetros em dois dias para participar do 2º Encontro Internacional de Motociclistas. E olha que eles tinham a opção de participar de um outro encontro que está acontecendo em Angra dos Reis.
Porque? ''Primeiro porque aqui não entra moto pequena, segundo porque as mulheres são muito mais bonitas e terceiro porque Londrina tem o melhor churrasco de costela do país'', dispara o ''negociante'' Reinaldo Klesck, 49 anos, 35 deles dedicados ao motociclismo.
Junto com Adriano Barbalho, 32 anos, representante comercial, e Charles Miranda, 39 anos, empresário do setor de informática, eles rodam o país em cima de motos ''Harley Davidson'' NightTrain, de 1.450 cilindradas (cc). As máquinas, recém compradas, valem US$ 22,5 mil e fazem pouco mais de 15 quilômetros com um litro de gasolina.
Os três buscam uma ''substância'' que eles não sabem explicar muito bem o que é mas que resume o espírito do motociclista legítimo. ''Esse tipo de vida causa dependência química'', diz Klesck. Daqui a duas semanas estarão tomando uma ''nova dose'', num encontro em Caxambú (MG).
Participante de encontros há 20 anos, Klesck reclama que os eventos atuais são muito diferentes daqueles do ínicio da década de 80. O motociclista conta que eles eram menores e havia uma relação quase fraterna entre os participantes. ''Antigamente era todo mundo motoqueiro. Hoje, ninguém gosta mais de ser chamado assim'', reclama.





