Cardiologistas de Londrina lançam novidade mundial
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sábado, 25 de maio de 2002
Ana Setti Reportagem Local 
Os cardiologistas Milton Neves, Douglas Grion, Ricardo Ueda e Marco César Miguita, que integram a equipe de Hemodinâmica da Santa Casa de Londrina, realizaram no dia 15 de maio a primeira angioplastia (técnica não cirúrgica para tratamentos arteriais) com implante de cypher do interior do Paraná. A intervenção foi realizada no Hospital João de Freitas, em Arapongas. No mesmo dia, apenas outras duas intervenções, utilizando o mesmo sistema, foram realizadas no Brasil, em Curitiba e São Paulo, antecipando o lançamento mundial do procedimento, que só viria a ocorrer uma semana depois, no Congresso Internacional de Hemodinâmica, na França.
Como conta o doutor Milton, diretamente de Paris, onde representou a equipe no Congresso, o lançamento mundial do cypher foi um sucesso, tendo superlotado o auditório destinado a 2 mil pessoas. O apresentador mostrou-se entusiasmado com os resultados obtidos, relata Milton, e afirmou que o novo procedimento vai revolucionar a cardiologia.
A revolução, no caso, refere-se especialmente à reincidência da lesão. Com a angioplastia tradicional, a chance de a lesão voltar varia de 30 a 50%. Com o cypher, de acordo com os resultados oficiais divulgados no Congresso, a possibilidade de reincidência cai para 2%, acreditando-se que, com o aprimoramento da técnica de implante, possa atingir 0%.
A angioplastia com implante de cypher insere-se, como novidade, entre as alternativas disponíveis para tratamento de obstruções coronarianas, como a cirurgia cárdio-vascular (ponte de safena), a angioplastia tradicional (com cateter-balão) e a angioplastia com implante de stent. O cypher, aliás, é a nova geração da família stent malha metálica de dimensões milimétricas, colocada nos locais das artérias coronárias onde existem lesões para manter as paredes do vaso afastadas entre si e a placa de gordura aderida à parede. No caso do cypher, a malha vem impregnada de um medicamento, capaz de evitar a reestenose, ou seja, a reincidência da obstrução.
O próprio stent já se configurou como um pioneirismo da equipe, que trouxe a novidade para o interior do Paraná em 1994. Desde então, essa e outras iniciativas têm colaborado para manter a cardiologia de Londrina no top nacional e internacional, já que, os lançamentos mundiais são rapidamente trazidos para cá ou, como no caso do cypher, até mesmo os antecipam.


